quinta-feira, 8 de junho de 2017

Poesia de Fátima teles sobre Patativa abre Recital em Orós-CE- Fátima Teles

Esse ano de 2017 o Distrito de Santarém em Orós -CE, através da ONG realeza Nordestina, realizará o Recital: Patativa, o Poeta maior do Ceará .
o evento acontecerá com a feijoada cultural no dia 30 de  julho às 11:00.
o evento terá como organizador o Assistente Social Jessé Nunes

A Poeta  e escritora Fátima Teles é autora da poesia que homenageia Patativa do Assaré no Recital.










Patativa, o Poeta maior do Ceará




Na paisagem da caatinga
Nosso poeta maior
Canta o sertão que é seu
Sua vida , seu pedaço melhor

A vida no sertão é muito simples

Chapéu na cabeça
Enxada nas mãos
A coragem na alma
A roça no coração

Antonio, o patativa
Recitava  a sua dor
Em forma de poema
Era ele o passarinho
A voz do trabalhador

Nasceu nos primeiros anos
Do Século XX
No mês de São José
Pai do nosso sertão
Entre as águas de março
Tempo de chuva e oração

Seu primeiro livro
Foi uma inspiração
Dos céus limpos da nossa região
Deu-lhe o nome
De inspiração nordestina
Pois fazia referência
A nossa situação

Eis ai um dos versos:

“sou fio das mata, cantô da mão grossa,
Trabaio na roça, de inverno e de estio.
A minha chupana é tapada de barro,
Só fumo cigarro de páia de mio”.

O pássaro do Nordeste
declama poema como se fosse melodia
E assim nasceu a triste partida
Onde a fome e a seca eram a moradia

E Gonzagão a cantou
E patativa ao mundo se apresentou

“Apela pra março
Que é o mês preferido
Do santo querido
Senhor são José
(Meu Deus, meu Deus)
Mas nada de chuva
Tá tudo sem jeito
Lhe foge do peito
O resto da fé
(Ai, ai, ai, ai)”


E quando os holofotes lhe chegaram
Ele apenas respondeu:
Cante lá que eu canto cá!
Cante a Cidade que é tua
Que eu canto o sertão que é meu!

Músicas e poemas desfilaram
de boca em boca
de mãos em mãos
o poeta na roça, o caboclo roceiro
e Patativa viu suas letras
pelo mundo "avoando"

                                         
E o poeta despretensioso
Pediu licença a seu dotô
Pra sua história contar
        E  Fagner,o grande artista Oroense
Com Patativa foi sentar
E os dois para os céus a olhar
Cantaram vaca estrela
Boi fubá



Fátima Teles




segunda-feira, 5 de junho de 2017

Museu do Cangaço em serra Talhada- Fátima Teles

O professor  de |História Luis Carlos dos santos da Escola Municipal Heraclides Lucena Miranda em Brejo Santo-Ceará organizou nesse dia 04 de Junho de 2017 uma excursão para visitar os caminhos do cangaço no Município de serra Talhada em Pernambuco.

Aqui realizamos a visita ao Museu do Cangaço em Serra Talhada, terra onde nasceu Francisco Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.

Inicialmente os alunos foram recepcionados pela equipe da Fundação cabra da peste que trabalha no Museu.Os alunos e professores foram levados para assistirem um documentário sobre a história de Lampião.


depois fomos visitar os objetos que se encontram no museu.




























representação do parto no cangaço






objetos indígenas encontrados no Riacho São domingos

Mulheres marcadas pelo Cangaço





Logo após a visita ao museus nos dirigimos ao pavilhão onde assistimos uma apresentação do grupo de xaxado cabras da peste.







Escola Heraclides Lucena Miranda
secretária de Educação Ana Jackeline Braga Mendes
Professor Luis Carlos dos Santos
Professor Thiago Henrille
Formadora de Ciências humanas Fátima Teles

Nos caminhos do cangaço- Fátima Teles

O professor  de |História Luis Carlos dos santos da Escola Municipal Heraclides Lucena Miranda em Brejo Santo-Ceará organizou nesse dia 04 de Junho de 2017 uma excursão para visitar os caminhos do cangaço no Município de serra Talhada em Pernambuco.

Antes de chegarmos em serra Talhada ,paramos na Cidade de São José do Belmonte para tirarmos fotografias na frente do castelo da pedra do reino,já que naquela Cidade tem uma das mais tradicionais festas em homenagem a lenda que está no livro a pedra do reino de Ariano Suassuna.


     
       Ao chegarmos em Serra Talhada, fomos recebidos pelo guia Cícero que nos levou até a passagem de pedras, chamada também de pisadas de Lampião.





Aqui nesse local houve o maior confronto entre a  família de Virgulino Ferreira (Lampião)  e a família de José Saturnino.Nesse confronto armado foram feridos Antônio Ferreira,irmão de Lampião e o seu animal. Isso aconteceu em 1916.
as pedras e a caatinga são o trajeto da fazenda pedreira

















Ruínas da casa grande da fazenda de José saturnino.A casa grande foi atacada pelo bando de cangaceiros em 1922. a casa seria destruída, mas a mãe de Saturnino estava dentro da casa e era madrinha de Antônio Ferreira,irmão de Virgulino(Lampião). Por respeito a senhora, Lampião acatou o pedido dela e não matou ninguém. Apenas houve troca de tiros.



Seguimos o caminho até chegarmos a a casa onde nasceu Lampião.
Francisco Virgulino Ferreira da Silva, Lampião,nasceu aos cuidados da parteira,sua avó materna, dona Jacosa.Sua infância e juventude passou nessa casa às margens do riacho São Domingos.

























o quarto de Lampião

o guia Cícero da Fundação Cabras da peste e os alunos da Escola Heraclides Lucena

a casa

o piso da casa ainda mantém intactos os tijolos.


Escola Municpal Heraclides Lucena Miranda
Secretária de Educação Ana Jackeline Braga Mendes
professor Luis Carlos dos Santos
professor Thiago Henrille
Formadora de Ciências Humanas Professora Fátima Teles