quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Poema para o Ano Novo - Fátima Teles

                                                                
                                                                 poema para o ano novo
ele é sempre esperado
renovação de propósitos
sonhos nascentes
se é a continuação
daquilo que carregamos
e de quem nós levamos
temos a ilusão
de que estamos deixando
e entregando tudo ao ano
que acaba de passar
e seguimos a viagem
com novos planos e metas
carregando a esperança no colo
manta que nos embala
e nos faz levantar
caminhar, lutar e seguir...
vamos!!!!!!!
feliz 2015!!!!!!!!!

                                                                       Fátima Teles

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Marcas do que se foi, sonhos que vamos ter - Fátima Teles



Marcas do que se foi, sonhos que vamos ter

2014 foi um ano difícil em todos os aspectos. Um ano de provas, de arrochos de toda ordem. Diante toda dor nasceu a poesia, como forma de porta de saída e alivio espiritual. Foi uma forma de resistência. Esse ano me  proporcionou avaliações profundas para todas as áreas da minha vida.
Como espírito alegre que sou trabalhei durante todo o ano a resiliência e deu certo. Saio de 2014 em paz e com a certeza do dever cumprido dentro daquilo que dependeu de mim, de minhas possibilidades.
Marcas nenhuma, mas um aprendizado grandioso para ser vivenciado já a partir de agora. sonhos que vamos ter, é a certeza que me move hoje para amanhã. Os sonhos fazem parte da vida e nos movem à labuta do cotidiano, nos fazem estar de pé, nos fazem ter motivo para acordar.
“por isso uma força me leva a cantar, por isso é que eu canto, não posso parar...”
Manter a fé, essa chama acesa em nossa vida e continuar na luta por nós e para nós, pois, o nosso compromisso maior é conosco e diante o nosso papel na construção desse mundo que habitamos fazer o melhor e dar o melhor que está em nós. Os outros são os outros.
O mal que nos fizeram ou fazem não é conosco , é com eles, pois, para toda ação há uma reação e essa lei é divina e ninguém foge dela, porque ela é exímia cobradora e justa.
Desejo a cada um(a) de vocês um ano de paz, saúde, amor, tolerância e respeito. busquemos o que nos faz bem, busquemos os nossos sonhos e corramos atrás deles ainda que seja devagar.

Um abraço e um beijo em cada um (a)!!!!!!!
Bom demais ter vocês em minha página!!!!!!
Feliz 2015!!!!!!!!

                                            Fátima Teles


sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

50 anos do golpe- Acervo Revista do Arquivo Nacional

50 Anos do Golpe- Acervo Revista do Arquivo Nacional

 

na página do facebook arquivo Nacional tem essa excelente fonte de leitura para o conhecimento dos anos de chumbo no Brasil.

 

O Arquivo Nacional disponibiliza, em formato impresso, o volume 27, número 01, da “Revista Acervo - 50 anos do golpe: ditadura e transição democrática no Brasil”.
A revista marca o aniversário de 50 anos do golpe de Estado de 1964 e traz entrevista com Rosa Cardoso, membro da Comissão Nacional da Verdade, além de dossiês temáticos, artigos, resenhas e uma reprodução do Ato Institucional n. 5 (AI-5).
O formato digital da revista foi lançado durante o Seminário “Ditadura e Transição Democrática - 5 anos do Memórias Reveladas nos 50 anos do golpe de 1964”, que aconteceu na sede do Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, entre 12 e 16 de maio de 2014.
A versão digital pode ser acessada em: http://www.revistaacervo.an.gov.br/…/ind…/info/issue/view/44
A versão impressa pode ser adquirida no Arquivo Nacional, por R$ 18,00.v. 27, n. 1 (2014)

 

 

50 anos do golpe: ditadura e transição democrática no Brasil

Sumário

Páginas iniciais PDF
  1-6
Apresentação PDF
Inez Stampa, Marco Aurélio Santana 7-10

Entrevista

Entrevista com Rosa Cardoso, membro da Comissão Nacional da Verdade PDF
  11-16

Dossiê

Os arquivos das associações de defesa dos direitos humanos no Chile e na Argentina PDF
Bruno Groppo 17-32
Cartografia de uma cidade retomada: a reocupação política das ruas e praças do Rio de Janeiro da década de 1970 PDF
Maria Paula Nascimento Araújo 33-52
“Abaixo a repressão, mais amor e mais tesão”: uma memória sobre a ditadura e o movimento de gays e lésbicas de São Paulo na época da abertura PDF
James N. Green 53-82
Direitos humanos e justiça social: apontamentos para uma agenda de pesquisa sobre violações às liberdades básicas dos trabalhadores PDF
San Romanelli Assumpção 83-98
Niterói, 1964 – Memórias da prisão esquecida: a Operação Limpeza e o cárcere político do Caio Martins PDF
Paulo Knauss, Eric Maia 99-120
“O Estado Novo da UDN”: memórias da vida política partidária na Coluna do Castello PDF
Lucia Grinberg 121-136
A Comissão Nacional da Verdade e os militares perseguidos: desafios de um passado no tempo presente e futuro PDF
Paulo Ribeiro da Cunha 137-155
A memória sem medo: sobre o resgate de pessoas e documentos das garras da ditadura PDF
Maria Ciavatta 156-166
Fontes sobre as organizações de resistência à ditadura civil-militar no Brasil: caracterização e possibilidades de investigação PDF
Alessandra Gasparotto 167-182
Lenta, gradual e segura? A Comissão Nacional da Verdade e a Lei de Acesso a Informações na construção da justiça de transição no Brasil PDF
Vicente Arruda Câmara Rodrigues 183-208
Golpe militar e remoções das favelas cariocas: revisitando um passado ainda atual PDF
Rafael Soares Gonçalves, Mauro Amoroso 209-226
O estado era a lei: Lei de Segurança Nacional e advocacia na ditadura civil-militar brasileira (1964-1979) PDF
Dante Guimaraens Guazzelli, Mateus Gamba Torres 227-238
A guerra que veio depois da guerrilha PDF
Rodrigo Corrêa Diniz Peixoto 239-253
Nos arquivos da polícia política: reflexões sobre uma experiência de pesquisa no Dops do Rio de Janeiro PDF
Luciana Lombardo Costa Pereira 254-267
As mobilizações pela anistia ampla, geral e irrestrita na visão da repressão política PDF
Pedro Ernesto Fagundes 268-279
O dever de memória e a documentação sobre a ditadura civil-militar na Universidade Federal do Pará (UFPA) PDF
Edilza Joana Oliveira Fontes 280-292
A organização coletiva dos trabalhadores dos arquivos no Brasil da década de 1970 PDF
Eliezer Pires da Silva, Evelyn Goyannes Dill Orrico 293-304

Artigos

Indústria automobilística e poder: uma breve análise dos casos FNM e Ibap PDF
Michel Willian Zimmermann de Almeida 305-312
Reflexões epistemológicas dos arquivos e do fazer arquivístico enquanto instrumentos de poder PDF
Fernanda Monteiro 313-322
Biblioteca: espaço privilegiado da materialidade da informação PDF
Marli Batista Fidelis, Gilvanedja Ferreira Mendes da Silva 323-332
Elites e retratos: um estudo sobre as galerias de honra das Misericórdias de São Paulo e Santos PDF
Maria Beatriz Bianchini Bilac 333-348
Museu Histórico Municipal Tuany Toledo: memórias de Pouso Alegre (MG) PDF
Ana Eugênia Nunes Andrade, Luana Tais Santos 349-360
Plantas arquitetônicas em papel translúcido industrial: um diálogo entre arquitetura, arquivologia e patrimônio PDF
Aline Abreu Migon dos Santos, Margarete Regina Freitas Gonçalves, Silvana de Fátima Bojanoski 361-374
Identificação e documentação de documentos têxteis em arquivos PDF
Luz García Neira 375-384

Resenhas

Entre mortos e vivos: o rapto da verdade PDF
Heliene Chaves Nagasava, Rodrigo de Sá Netto 385-388
Filosofia e princípios da arquivística audiovisual PDF
Antonio Laurindo dos Santos Neto 389-393

Documento

Ato Institucional n. 5 (AI-5) PDF
República Federativa do Brasil   394-402 

fonte :


http://www.revistaacervo.an.gov.br/seer/index.php/info/issue/view/44
https://www.facebook.com/pages/Arquivo-Nacional/645939578833257
https://www.facebook.com/645939578833257/photos/a.646412452119303.1073741828.645939578833257/756204204473460/?type=1&theater





quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

O Revolucionário Jesus- Fátima Teles

                              O Revolucionário Jesus

O aniversário é dele, o maior revolucionário que já passou por aqui, pela Terra. Subverteu a ordem, negou privilégios, realizou a prática do Comunismo inconsciente, onde tudo era para todos.Repartia o pão e o vinho com os companheiros de ideal, multiplicava os peixes para a multidão.realizava milagres, potencializando as pessoas através da prática da fé.Mudou conceitos na sociedade da época e seus feitos foram conhecidos em todo o Planeta Terra.Não julgou ninguém e compreendeu a evolução de cada um (a). Porém, em parábolas acordava almas para a transformação de seu ser.
veio em missão ensinar o real significado do amor, viveu por ele e morreu em nome dele.
o menino Jesus é a estrela do natal, nos fazendo lembrar através da figura infantil que há esperança, que há amor, que há recomeço, qua há vida na vida e que tudo isso está dentro de nós, esperando não só crença,mas atitude.

                                                                         Fátima Teles    

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Laços de nós - Fátima Teles

                                                                          laços de nós

me vês no por do Sol
depois da chuva me chama
e ao deitar, me visitas
em sonhos e fantasias
como diretriz ou guru
sou teu oráculo
guiando-te sempre
todos os dias
em légua e além mar
pelo pensamento
fonte de energia vibrante
como divindade feminina
és minha inspiração
fonte de amor e desejo
sigo contigo em luz
esperança e liberdade.


                                                                             Fátima Teles

Ao que vai chegar, já estando - Fátima Teles

                                                           ao que vai chegar, já estando

amo-te de amor
amo-te de esperança
o que vai chegar
é o que já está
e chega todos os dias
e quando some, nas velas dos ventos
volta mais forte
fincando raízes mais sólidas
e ensinando a amar em liberdade
na entrega da vida
em outras vidas
ancorando sempre o barco
em teu porto seguro
flâmula do teu amor
ancora-te em mim
és vida eterna em mim
em minha vida, vida minha.

                                                                          Fátima Teles

Vinicius de Moraes - Poema de Natal

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Poema para o natal - Fátima Teles

                                                              Poema para o natal
alguns dizem que ele nasceu
na primavera, em setembro
outros afirmam que ele veio
no verão, em dezembro
nada disso importa
o que deve importar
em nossa vida e caminhada
é a mensagem de amor
que ele trouxe, ensinando
pelo amai-vos uns aos outros
a entrada para a alegria
e a saída para as dores do coração
mas, espíritos embrutecidos
que ainda somos
preferimos viver
como Herodes
contando números
ou como Pilatos
fazendo-nos de cegos(as)
para manter conveniências
ou lavando as mãos
esquecendo a justiça
e os irmãos
que o menino jesus
possa estar no meio de nós.

                                                                           Fátima Teles

domingo, 21 de dezembro de 2014

Conto de Natal - Francisca Clotilde Barbosa Lima

Conto de Natal 
Francisca Clotilde Barbosa Lima
 
A noite é quase gelada.
Contudo, Mariazinha
É a menina de outras noites
Que treme, tosse e caminha...
Guizos longe, guizos perto...
É Natal de paz e amor.
Há muitas vozes cantando:
– “Louvado seja o Senhor!”
A rua parece nova
Qual jardim que floresceu.
Cada vitrina enfeitada
Repete: “Jesus nasceu!”
Descalça, vestido roto,
Mariazinha lá vai...
Sozinha, sem mãe que a beije,
Menina triste sem pai.
Aqui e ali, pede um pão...
Está faminta e doente.
– “Vadia, saia depressa!”
É o grito de muita gente.
– “Menina ladra!” – outros dizem.
– “Fuja daqui, pata feia!
Toda criança perdida
Deve dormir na cadeia.”
Mariazinha tem fome
E chora, sentindo em torno
O vento que traz o aroma
Do pão aquecido ao forno.
Abatida, fatigada,
Depois de percurso enorme,
Estira-se na calçada...
Tenta o sono, mas não dorme.
Nisso, um moço calmo e belo
Surge e fala, doce e brando:
– Mariazinha, você está dormindo
ou pensando?
A pequenina responde,
Erguendo os bracinhos nus:
– Hoje é noite de Natal,
Estou pensando em Jesus.
– Não lhe lembra mais alguém?
Ela, em lágrimas, disse:
– Eu penso também, com saudade,
Em minha mãe que morreu...
– Se Jesus aparecesse,
Que é que você queria?
– Queria que ele me desse
Um bolo da padaria...
Depois de comer, então –
e a pobre sorriu contente –
Queria um par de sapatos
E uma blusa grande e quente.
Depois... queria uma casa,
Assim como todos têm...
Depois de tudo... eu queria
Uma boneca também...
– Pois saiba, Mariazinha,
Eu lhe digo que assim seja!
Você hoje terá tudo
Aquilo que mais deseja.
– Mas, o senhor quem é mesmo!
E ele afirma, olhos em luz:
– Sou seu amigo de sempre,
Minha filha, eu sou Jesus!...
Mariazinha, encantada,
Tonta de imensa alegria,
Pôs a cabeça cansada
Nos braços que ele estendia...
E dormiu, vendo-se outra,
Em santo deslumbramento,
Aconchegada a Jesus,
Na glória do firmamento.
No outro dia, muito cedo,
Quando o lojista abriu a porta,
Um corpo caiu, de leve...
A menina estava morta.
 
Do livro Antologia dos Imortais, obra psicografada pelos médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, de autoria de Espíritos diversos. 


fonte 

 http://www.oconsolador.com.br/ano6/292/joias_da_poesia_comtemporanea.html
imagem retirada de


 https://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&site=imghp&tbm=isch&source=hp&biw=1366&bih=657&q=crian%C3%A7a+na+porta&oq=crian%C3%A7a+na+porta&gs_l=img.3...1153.5520.0.5883.16.5.0.11.11.0.440.698.2-1j0j1.2.0.msedr...0...1ac.1.60.img..14.2.695.joCJJE4v0iY#hl=pt-BR&tbm=isch&q=crian%C3%A7a+passando+fome+desenho&revid=1315638935&facrc=_&imgdii=_&imgrc=oTdDNnx13Y5C-M%253A%3BEM3PFV20vIk_5M%3Bhttp%253A%252F%252F1.bp.blogspot.com%252F-vSBH71kLRxc%252FTcILvs0toAI%252FAAAAAAAAAd8%252F31iV7jTN4aM%252Fs320%252Fmenino%252Bde%252Brua.jpg%3Bhttp%253A%252F%252Fadmusicaalberto.blogspot.com%252F2011_05_01_archive.html%3B320%3B221

sábado, 20 de dezembro de 2014

O sistema político em Cuba: uma democracia autêntica - Anita Leocadia prestes in BRASIL DE FATO

O sistema político em Cuba: uma democracia autêntica


Cuba constitui um sistema de poder popular único, autóctone, que não é cópia de nenhum outro
“O governo do povo, pelo povo e para o povo”
(Abraham Lincoln)
14/05/2013
Anita Leocadia Prestes*

Ao estudar o sistema político vigente em Cuba, é necessário lembrar que seus antecedentes remontam ao ano de 1869, quando o povo da pequena ilha caribenha lutava de armas na mão pela independência do jugo colonial espanhol. Seus representantes se reuniram na parte do território já liberado e constituíram a Assembléia Legislativa, que aprovou a primeira Constituição da República de Cuba em armas. Era assim estabelecida a igualdade de todos os cidadãos perante a lei e abolida a escravidão até então existente. Essa primeira Assembléia Constituinte elegeu o Parlamento cubano daquela época e também, de forma democrática, seu Presidente, assim como o Presidente da República de Cuba em armas, designando ainda o Chefe do Exército que levaria adiante a luta pela independência.
Cuba socialista reconheceu a importância de tal herança e, inspirada também nos ensinamentos do grande pensador e líder revolucionário José Marti, chegou a criar um sistema político que constitui um Sistema de Poder Popular único, autóctone, que não é cópia de nenhum outro. Em Cuba não existem os chamados três poderes (executivo, legislativo e judiciário), característicos do sistema político burguês. Há um só poder – o poder popular. Como o povo exerce o poder? Segundo a Constituição, o povo o exerce quando aprova a Constituição e elege seus representantes e, em outros momentos, mediante as Assembléias do Poder Popular e outros órgãos que são eleitos por estas Assembléias, como é o caso do Conselho de Estado, órgão da Assembléia Nacional. Portanto, o poder popular é único e exercido através das Assembléias do Poder Popular.
Outro elemento importante do sistema político cubano é a existência, de acordo com a Constituição, de um único partido – o Partido Comunista. Não se trata de um partido eleitoral, e por isso não participa do processo eleitoral, designando ou propondo candidatos ou realizando campanha a favor de determinados candidatos. Seguindo o caminho apontado por José Marti, fundador do Partido Revolucionário Cubano - partido único como única via para conquistar a unidade de todo o povo na luta pela independência e a soberania do país, e também na luta por justiça social -, o Partido Comunista de Cuba se diferencia do conceito clássico de partidos políticos; além de não ser um partido eleitoral, é o partido dirigente da sociedade, cujas funções e cujo papel são reconhecidos pela imensa maioria do povo. A definição do seu papel está inscrita na Constituição, aprovada em referendo público, mediante voto livre, direto e secreto de 97,7% da população.
É importante ressaltar que o PC é constituído pelos cidadãos mais avançados do país, o que se garante mediante um processo de consulta das massas. São os trabalhadores que não pertencem ao PC que propõem, em assembléias, as pessoas que devem ser aceitas em suas fileiras. Depois que o Partido toma decisão sobre as propostas dos trabalhadores, se reúne novamente com eles para informá-los. Quando toma decisões em seus congressos, o PC as discutiu antes com a população. O Partido não dá ordens à Assembléia Nacional do Poder Popular nem ao Governo. O PC, após consultar o povo, sugere e propõe aos órgãos do Poder Popular e ao Governo as questões que somente a essas instituições cabe o papel de decisão.
O Parlamento cubano se apóia em cinco pilares de uma democracia genuína e verdadeira, a saber:
  • O povo propõe e nomeia livre e democraticamente os seus candidatos.
  • Os candidatos são eleitos mediante voto direto, secreto e majoritário dos eleitores.
  • O mandato dos eleitos pode ser revogado pelo povo a qualquer momento.
  • O povo controla sistematicamente os eleitos.
  • O povo participa com eles da tomada das decisões mais importantes.
O sistema do Poder Popular em Cuba é constituído pela Assembléia Nacional, as Assembléias Provinciais, as Assembléias Municipais, o Conselho Popular e a Circunscrição Eleitoral, que é o degrau básico de todo o sistema. Nenhum desses órgãos está subordinado a outro, mas todos funcionam de forma que suas funções e atividades sejam complementares, tendo em vista alcançar o objetivo de que o povo possa exercer o governo de maneira prática e efetiva.
O sistema do Poder Popular se apresenta atualmente em Cuba da seguinte maneira: no nível nacional, a Assembléia Nacional do Poder Popular; em cada uma das 14 províncias, as Assembléias Provinciais do Poder Popular e nos 169 municípios, as Assembléias Municipais; no nível de comunidade, os Conselhos Populares (1540); cada Conselho agrupa várias circunscrições eleitorais e é integrado pelos seus delegados, dirigentes de organizações de massas e representantes de entidades administrativas. No nível de base, ainda que sem formar parte de maneira orgânica da estrutura do sistema do Poder Popular, nem do Estado, tem-se a circunscrição eleitoral. A circunscrição eleitoral e o seu delegado são a peça-chave, a peça fundamental do sistema. A circunscrição se organiza para efeito das eleições, mas o delegado continua funcionando na área por ela abarcada e, por isso, a mesma continua sendo sempre denominada de circunscrição.
Participam das eleições todos os cidadãos cubanos a partir dos 16 anos de idade, que estejam em pleno gozo dos seus direitos políticos e não se incluam nas exceções previstas na Constituição e nas leis do país. Os  membros das Forças Armadas têm direito a voto, a eleger e a ser eleitos. A Constituição estabelece que cada eleitor tem direito a um só voto. O voto é livre, igual e secreto. É um direito constitucional e um dever cívico, que se exerce de maneira voluntária, e quem não o fizer não pode ser punido.
Diferentemente dos sistemas eleitorais das democracias representativas burguesas, em que os candidatos aos cargos eletivos são escolhidos e apresentados pelos partidos políticos, em Cuba o direito de escolher e apresentar os candidatos a Delegados às Assembléias Municipais do Poder Popular é exclusivamente dos eleitores. Esse direito é exercido nas assembléias gerais dos eleitores das áreas de uma circunscrição eleitoral da qual eles sejam eleitores. A circunscrição eleitoral é uma divisão territorial do Município e constitui a célula fundamental do Sistema do Poder Popular. O número de circunscrições eleitorais em cada Município é determinado a partir do número de seus habitantes de maneira que o número de delegados das circunscrições à Assembléia Municipal nunca seja inferior a trinta.
O registro eleitoral em Cuba é automático, público e gratuito; todo cidadão, ao atingir os 16 anos de idade e estando em pleno gozo dos seus direitos políticos, é registrado como eleitor. Segundo a lei, no país são realizados dois tipos de eleições: 1) eleições gerais, em que são eleitos, a cada cinco anos, os Deputados à Assembléia Nacional e demais instâncias de âmbito nacional, incluindo o Conselho de Estado, assim como os Delegados às Assembléias Provinciais e Municipais e seus Presidentes e Vice-presidentes; 2) eleições parciais, a cada dois anos e meio, em que são eleitos os Delegados às Assembléias Municipais e seus Presidentes e Vice-presidentes. Deve-se assinalar que tanto os Deputados à Assembléia Nacional quanto os Delegados às Assembléias Provinciais e Municipais são eleitos diretamente pela população.
As eleições são convocadas pelo Conselho de Estado, órgão da Assembléia Nacional que a representa entre os períodos de suas sessões, executa suas decisões e cumpre as funções que a Constituição lhe atribui. Para organizar e dirigir os processos eleitorais, são designadas Comissões Eleitorais Nacional, Provinciais, Municipais, de Distritos, de Circunscrição e, em casos necessários, Especiais. A Comissão Eleitoral Nacional é designada pelo Conselho de Estado, as Comissões Provinciais e Especiais são designadas pela Comissão Eleitoral Nacional, as Comissões Eleitorais Municipais pelas Comissões Eleitorais Provinciais e assim por diante. Todos os gastos com as eleições são assumidos pelo Orçamento do Estado; portanto os candidatos nada gastam durante todo o processo eleitoral.
Para elaborar e apresentar os projetos de candidaturas de Delegados às Assembléias Provinciais e de Deputados à Assembléia Nacional e para preencher os cargos que são eleitos por elas e as Assembléias Municipais, são criadas as Comissões de Candidaturas Nacional, Provinciais e Municipais integradas por representantes das organizações de massas e de estudantes e presididas por um representante da Central de Trabalhadores de Cuba, assegurando desta maneira a direção dos trabalhadores em todo o processo eleitoral.A propaganda eleitoral é feita exclusivamente pelas Comissões Eleitorais, garantidas a todos os candidatos condições de igualdade; nenhum candidato pode fazer campanha para si próprio.
Para ser proposto como candidato a Deputado à Assembléia Nacional, é necessário ter sido apresentado como pré-candidato por uma das organizações de massas do país, que a Comissão Nacional de Candidaturas submeta essa proposta à consideração da Assembléia do Poder Popular do município correspondente, e que esta, pelo voto de mais da metade dos Delegados presentes, aprove a sua designação como candidato por esse território. Será considerado eleito Deputado à Assembléia Nacional o candidato que, tendo sido apresentado pela respectiva Assembléia Municipal, tenha obtido mais da metade dos votos válidos emitidos no Município ou Distrito Eleitoral, segundo o caso de que se trate. As eleições para os demais níveis do Poder Popular seguirão a mesma sistemática.
Em Cuba, os Deputados à Assembléia Nacional e os Delegados às demais Assembléias não recebem nenhum tipo de remuneração pelo exercício do mandato popular; continuam exercendo suas profissões em seus locais de trabalho e recebendo o salário correspondente. A Assembléia Nacional se reúne duas vezes ao ano, as Provinciais Municipais com maior frequência. Os Deputados e Delegados exercem seus mandatos junto aos seus eleitores, prestando-lhes contas periodicamente e podendo, de acordo com a Lei, serem por eles removidos a qualquer momento, desde que, em sua maioria, considerem que seus representantes não estão correspondendo aos compromissos assumidos perante o povo.
Sem espaço para um exame mais detalhado do Sistema Político de Cuba, é esclarecedor, entretanto, abordar o processo de eleição do Presidente do país, que é o Presidente do Conselho de Estado e do Conselho de Ministros. Para ser eleito Presidente, é necessário ser Deputado e, por isso, deve ter sido eleito por voto direto e secreto da população, da mesma forma que todos os 609 Deputados da Assembléia Nacional. No caso específico, por exemplo, do Presidente Fidel Castro, ele foi designado candidato pela Assembléia Municipal de Santiago de Cuba e eleito pelos eleitores de uma circunscrição do município e, além disso, eleito pela maioria, pois a Lei eleitoral estabelece que nenhum Deputado pode ser eleito sem obter mais de 50% dos votos válidos. Posteriormente, sua candidatura a Presidente do Conselho de Estado foi votada pelos Deputados, devendo alcançar mais de 50% dos votos para ser considerado eleito.
A abordagem realizada do Sistema Político de Cuba, ainda que sucinta, evidencia seu caráter popular e democrático, que é, entretanto, permanentemente distorcido e falsificado pela mídia a serviço dos interesses do grande capital internacionalizado.
* Anita Leocadia Prestes é professora do Programa de Pós-graduação em História Comparada da UFRJ e presidente do Instituto Luiz Carlos Prestes.


fonte :

 http://www.brasildefato.com.br/node/12087

 

10 verdades que você precisa saber sobre o mundo gay - por Rod Sánchez in Published inMedium Brasil


10 verdades que você precisa saber sobre o mundo gay





1. Gays não optam por ser gays.

Vamos começar desfazendo um mal-entendido. Compreenda a homossexualidade como condição, não como opção. Acredite, ninguém vira gay. Ser gay não é uma escolha. A única opção que alguém pode fazer, neste caso, é aceitar ou não a sua natureza. Ainda assim, a aceitação é um processo bastante complicado, que, apesar de determinante para a felicidade do homossexual e das pessoas que o cercam, não depende só dele.

2. Se não houvesse preconceito, não haveria armários.

Gays convivem desde a infância com a rejeição e a associação da homossexualidade ao sentimento de vergonha, em maior ou menor escala, nos mais diversos ambientes. Uns aprendem a passar por cima disso, outros não. Antes de criticar alguém por não se assumir, entenda que você pode ser parte do que faz com que essa pessoa se mantenha assim. Ninguém assume um papel do qual não se orgulha.
Se acha isso ruim, ajude a mudar essa situação com compreensão e respeito.

3. A repressão a uma criança gay pode ser a receita para uma tragédia.

Quando discursos como os de Jair Bolsonaro e Marco Feliciano, que defendem a “família” e os “bons costumes”, são valorizados por uma parcela crescente da sociedade, uma ameaça perigosa ganha força. Mais que bastante questionáveis, posturas assim são agentes legitimadores da violência em todas as suas variações. Entenda:
Uma criança que nasce gay e cresce no seio de uma família repressora tem, basicamente, três destinos predeterminados na vida: 1. aceitar a sua condição e ser feliz, geralmente longe dos parentes; 2. cometer suicídio, ou 3. absorver esses valores, crescer rejeitando a sua sexualidade, formar uma família heterossexual e manter relações extraconjugais com pessoas do mesmo sexo.
Saber que as alternativas 2 e 3 são assustadoramente comuns basta para chegarmos à conclusão de que alguma coisa está errada.
O discurso da família e dos bons costumes pode convencer muita gente, mas, da maneira como é passado adiante, serve de base para uma série de tragédias pessoais que interrompem e afetam gravemente o curso de histórias que poderiam ter um fim muito diferente.

4. A homossexualidade não tem qualquer relação com a pedofilia.

É muito comum que as pessoas associem a homossexualidade à prática da pedofilia. Por favor, não. Uma coisa não tem absolutamente nada a ver com a outra. A pedofilia é um desvio sexual que pode acometer pessoas de qualquer orientação.
Seus filhos não correm mais risco ao serem deixados sozinhos com um gay que com um heterossexual. A pedofilia é uma questão independente da orientação de cada um. Pior: muitas vezes a violência está dentro de casa e vem de quem menos se espera.

5. Gays não querem necessariamente ser, agir ou se vestir como o sexo oposto.

Sexualidade e identidade de gênero não devem ser encarados como conceitos engessados, mas é preciso compreender que existem diversas tendências de comportamento e que a palavra gay não dá conta de todas elas.
A homossexualidade pode ou não estar associada à transgeneridade, à transexualidade etc., o que significa que, não, um gay não vai necessariamente se transformar aos poucos numa figura que se apresenta à sociedade como a do sexo oposto.
Não existe uma “evolução” gradativa da homossexualidade (o que desmonta a teoria de Jair Bolsonaro, que diz que falta pouco para que rapazes cheguem em casa com unhas pintadas e batom, pois já usam brincos). A questão da identidade de gênero é uma necessidade maior, inerente a cada indivíduo. Naturalizar e respeitar essa necessidade não vai incentivar que as pessoas adotem esse comportamento do nada, do zero. Vai, sim, permitir a quem já tem essa necessidade a possibilidade de expressar a sua natureza com orgulho e dignidade.
E se esta for a vontade de alguém próximo, qual é o problema? Tem dúvidas sobre como agir? Marcelo Tas ajuda a responder essa questão.

6. Você convive todos os dias com pessoas que admira e que talvez não desconfie que sejam gays.

Certa vez conheci uma senhora, a dona Ana, com quem conversei por algum tempo num trajeto qualquer de ônibus. Eu a ajudei a passar com uma bolsa pesada pela roleta e me sentei próximo dela ao longo da viagem.
Gosto de ouvir histórias e costumo dedicar mais atenção do que as pessoas esperam ao que elas têm a me contar. Conheci alguns detalhes da vida da dona Ana, contei algo da minha rotina e lá estávamos nós em mais um desses esbarrões inesperados que nos brindam com um pouco mais de humanidade em meio à correria mecanizada e antipática do dia a dia.
Até que, pouco antes de fazer sinal para descer no ponto seguinte, a dona Ana resolveu me elogiar. Para ela, eu era “um rapaz à moda antiga, educado e atencioso como há muito não se vê, bem diferente dessa juventude cheia de coisas erradas que faz do mundo algo cada dia pior”. E aí ela fez referências a jovens drogados, mimados, acomodados… e aos homossexuais.
Talvez ela tivesse repensado essa opinião se pudéssemos ter conversado por mais alguns minutos. Não deu. Então, penso: quer dizer que a questão da sexualidade faria todos os elogios caírem por terra? Talvez não, mas, assim como me pareceu ser com a dona Ana, muita gente não consegue conceber a ideia de que um gay possa ser uma pessoa com boas qualidades.
Admire as pessoas pelo que elas são, não pela sua sexualidade.

7. Promiscuidade, drogas e doenças não definem e não são exclusividades do mundo gay.

Muitos pais relatam que aceitam a homossexualidade dos filhos, mas têm medo que eles sejam influenciados a experimentar drogas ou adotar um comportamento promíscuo.
Se você tem filhos, essa preocupação não deveria depender da orientação sexual deles. O conceito amedrontador de um pretenso grupo de risco, teoricamente mais exposto a determinados problemas, dá lugar, hoje, à ideia de conduta de risco. Sejamos hétero ou homossexuais, não estamos a salvo de qualquer coisa e não devemos estigmatizar as pessoas.
Aproveite e leia este artigo sobre HIV/aids. É esclarecedor.

8. Casais gays em novelas não são uma “incitação à homossexualidade” e nem mesmo serão capazes de influenciar seus filhos a serem gays.

Todo produto cultural tem uma função social. Você pode achar as novelas da Globo um lixo, mas não pode negar que, bem ou mal, elas são fonte de diversos debates e ajudam, consequentemente, a construir parte da identidade nacional.
Precisamos começar a consumir esses produtos com mais senso crítico. Se um enredo nos apresenta a uma neta que bate nos avós, ele não quer ensinar que netos devem bater em avós. A intenção do autor é exatamente o contrário: mostrar quão abominável é bater nos avós.
A presença cada vez mais frequente de gays na TV não quer (nem seria capaz de) influenciar qualquer pessoa a se tornar gay, mas ajudar a naturalizar uma realidade que precisa ser tolerada pela sociedade. Pode influenciar, no máximo, um gay que se esconde de si e dos outros a ter mais orgulho de quem é, diferentemente do que tantas pessoas o fizeram crer ao longo da vida. E não, isso não é ruim.
Já a exploração de estereótipos exagerados e que nem sempre representam a comunidade gay com o respeito que deveriam é papo para outro momento.

9. Os gays não querem privilégios, querem igualdade de direitos.

Em 2013, um homossexual foi assassinado a cada 28 horas no Brasil. Criminalizar a homofobia é preciso, entre outros motivos, porque o nosso país é recordista mundial em crimes motivados especificamente por ódio à população LGBT. Uma lei que favoreça essas pessoas pode reduzir a impunidade e ajudar a tirar o país desse vergonhoso ranking.
O casamento civil igualitário, por sua vez, dá aos casais homossexuais, que são mais uma entre as diversas novas concepções de família, todas dignas de respeito, os direitos que casais héteros têm desde sempre. Por que o tratamento deveria ser diferente? Por que se opor, por exemplo, à adoção, por parte de casais gays, de órfãos e crianças abandonadas? Isso não ameaça a família tradicional.

10. Os gays não querem dominar o mundo nem converter você ou os seus filhos.

Não absorva a causa gay como uma imposição de valores. Ela é uma luta por respeito e igualdade. Nenhum homossexual em sã consciência quer varrer o mundo com uma tsunami gay. Termos como “ditadura gayzista” e “heterofobia” não fazem sentido simplesmente porque a causa gay não pretende (nem é capaz de) impor qualquer comportamento ou “destruir a família”. Você acha que vai se tornar gay depois que o casamento civil igualitário e a criminalização da homofobia se tornarem realidade? Eu respondo por você: não, ninguém vai. E mais: preservar e incentivar a tolerância e o amor que existem nas crianças não é capaz de “convertê-las” à homossexualidade. Nada será capaz disso se elas não forem homossexuais. É básico.
Entenda, ainda, que o que se diz deixa de ser opinião e se torna um discurso de ódio a partir do momento em que fere os direitos de outra pessoa e incita a violência. “Enfrentar a minoria” e “tratar os homossexuais longe daqui”, como propôs o ex-candidato à presidência Levy Fidelix em rede nacional, é, mais que uma postura absurda, uma legitimação à intolerância que fere gravemente a dignidade de centenas de milhares de pessoas e leva a casos como este:

Em tempos de Levy Fidelix, Jair Bolsonaro, Marco Feliciano e tantos outros representantes da intolerância que reverberam ideias erradas a respeito de uma causa que simplesmente desconhecem, é importante que as pessoas se posicionem e mostrem que há discursos equivocados legitimando preconceitos e atitudes que não deveriam existir. Obrigado por chegar até aqui.
Se tiver gostado deste texto, clique em Recommend (é preciso estar logado no Medium) ou compartilhe-o nas redes sociais para que alcance ainda mais pessoas.


fonte: 

 https://medium.com/brasil/10-verdades-que-voce-precisa-saber-sobre-o-mundo-gay-65d75935c92e