quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

24 de Fevereiro- A Conquista do voto feminino - Fátima Teles



24 de Fevereiro- A Conquista do voto feminino

Por Fátima Teles - Assistente Social
Celina Guimarães Viana- primeira mulher a votar no Brasil
Alzira Soriano- primeira mulher prefeita da América Latina, primeira mulher Prefeita do Brasil


No dia 09 de janeiro de 2015 a Presidenta Dilma Rousseff sancionou 05 Leis que declaram novas datas comemorativas no calendário nacional. Uma dessas datas é o dia 24 de fevereiro como a comemoração nacional da conquista do voto feminino.

Aqui no Brasil, no dia 24 de fevereiro de 1932 no Governo de Getúlio Vargas foi garantido o direito do voto feminino através do Código eleitoral e assim além das mulheres votarem , ela iniciaram a sua entrada no mundo da política, candidatando-se a cargos políticos eleitorais.

È importante ressaltar que antes de ser instituído o voto feminino em 1932, no ano de 1928 aqui no Nordeste, 

Segundo Baranov(2014), A primeira mulher a ter o direito de votar no Brasil foi Celina Guimarães Viana. Aos 29 anos, Celina pediu em um cartório da cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para ingressar na lista dos eleitores daquela cidade. Junto com outras seguidoras, Celina votou nas eleições de 5 de abril de 1928. Formada pela Escola Normal de Natal, Celina aproveitou a Lei n◦ 660, de outubro de 1927, que estabelecida as regras para o eleitorado solicitar seu alistamento e participação. Em todo o país, o estado potiguar foi o primeiro a regulamentar seu sistema eleitoral, acrescentando um artigo que definia o sufrágio sem ‘distinção de sexo’. O caso ficou famoso mundialmente, mas a Comissão de Poderes do Senado, não aceitou o voto. No entanto, a iniciativa da professora marcou a inserção da mulher na política eleitoral. 

Cinco anos antes de aprovado o Código Eleitoral Brasileiro, que estendia as mulheres o direito ao voto, no sertão do Rio Grande do Norte, já ocorrera à eleição de uma prefeita. A fazendeira Alzira Soriano de Souza, em 1928, se elegeu na pequena cidade de Lajes, cidade pioneira no direito ao voto feminino. Mas ela não exerceu o mandato, pois a Comissão de Poderes do Senado impediu que Alzira tomasse posse e anulou os votos de todas as mulheres da cidade isto porque a participação de mulheres na eleição fora autorizada excepcionalmente graças a uma intervenção do candidato a presidente da província, Juvenal Lamartine. 



Referências


http://www.opovo.com.br/app/politica/2015/01/09/noticiaspoliticas,3374474/dilma-rousseff-sanciona-novas-datas-comemorativas-nacionais.shtml

Passeio pela história do carnaval de Brejo Santo - Fátima Teles



                                                          bloco cabeção- década de 70
                                                             bloco cabeção- década de 90
                                                                bloco  BS década de 60
                                                           bloco BS década de 60
                                         Josefa Rocha, última rainha do carnaval , década de 80
                                               Valzenir Sampaio, Rainha na década de 70
                                                           Nanô pinheiro,Rainha  década de 70
                                                              Célia leite, rainha década de 70
                                                        Graça Celião, rainha década de  60
Socorro Bezerra, Rainha por duas vezes , década de 60 
 


Passeio pela história do carnaval de Brejo Santo

Por Fátima Teles, Assistente Social.


A fundação do bloco o Cabeção se deu na década de 70 do século XX, entre os carnavais de 1974 e 1975, tendo como idealizadores “meu bú”, “ Zé Nilton de Perai”, o soldado “Estropélio”, “cara veio” e Chico de Sinésio, tendo como ponto de concentração a caldeira do inferno.

O bloco recebeu o nome devido ao tamanho da cabeça (alegoria) que assustava as crianças e surpreendia os adultos que observavam.

A primeira música do bloco considerada como hino, foi idealizada por Ribamar e Doizinho. A segunda versão foi realizada em 2004, por Doizinho (letra), Raí Neto (música) e Paulinho Nascimento e Guri (Arranjos).

A alegoria se modificou com o decorrer do tempo. A primeira era uma bacia com chifres, anos depois surgiu a segunda, feita de alumínio. Atualmente a estrutura é construída de aço.

O principal intuito do bloco é a diversão. Desde o inicio o “ritual” é o mesmo: os participantes concentram-se em algum bar, e percorrem a cidade de bar em bar até chegarem ao seu último ponto, como em uma “via sacra”. Naquela época os integrantes partiam da caldeira do inferno, tendo como parada os bares Zezinho Zablo, Seu Ivo, Toca do Leão, AABB e encerrando na matinê do Brejo Santo União Clube.  o ponto de partida era no Bar Canal, percorrendo praticamente todos os bares de Brejo Santo, e se encerrando tradicionalmente no B.S.U.C.

O bloco se expandiu tanto ao ponto de ser reconhecido e registrado na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro como maior Bloco de Carnaval de Brejo Santo.

Segundo Tomé, a partir do ano 1991 uma equipe se reuniu e fez o bloco ir às ruas da cidade. A equipe era responsável pelas despesas, mas depois o bloco começou a se expandir, então pediram patrocínios para a realização do mesmo. De 1991 até meados de 2013 a concentração era no Bar Canal, de Eugênio, um dos integrantes da equipe que organizou a volta do bloco. A concentração atualmente é no Bar de Devinha e a organização está sob o comando de Ruy e Tomé com o apoio da Prefeitura Municipal de Brejo Santo.


Quanto aos blocos apresentados  nos bailes carnavalescos de Brejo Santo União Clube, dois grandes blocos se destacavam. 

Desde o inicio criou-se rivalidade entre os blocos B.S e União. Tal rivalidade devia-se a fatores puramente competitivos. O bloco B.S, que era composto Por estudantes, levava-se pelo caráter de diversão o que causava revolta nos integrantes do Bloco União, formado por comerciantes de Brejo Santo, que apesar de possuírem maior poder aquisitivo, eram superados pela criatividade e descontração.

As festas realizadas pelo Bloco B.S eram feitas em sítios, casas de família e no clube.
O bloco foi fundado no ano de 1964 através de reuniões de universitários que a cada período  de férias procuravam debater seus anseios e novos modos de diversão.

De acordo com o professor Bezerra, certa vez, no carnaval, o bloco B.S e o seu rival União fizeram uma disputa entre eles para arrecadar fundos para comprar um aparelho de som para o clube de Brejo Santo. Esta disputa era feita na escolha de uma rainha representante de cada bloco.

As cores das fantasias do bloco B.S eram pretas e amarelas. O bloco participou do carnaval de Brejo Santo  de 1964 à aproximadamente 1975.


Rei Momo: O senhor Francisco Leite Tavares, conhecido por chico Tavares, foi escolhido para ser Rei Momo por três vezes (1963,1964 e 1965), sendo o último Rei Momo.
Na década de 70 algumas escolas de samba também foram destaque.

A escola de samba não chora ninguém, organizada por Jacu, Estropélio e Deusimar, tinha o objetivo de inserir as pessoas de classes menos favorecidas no carnaval, uma vez que elas não podiam participar das festas do clube, pois, não eram sócias ou não dispunham de dinheiro para pagarem as entradas.

A escola de samba calhambeque foi fundada no ano de 1961. Os integrantes dessa escola eram motoristas e mecânicos da cidade de Brejo Santo. O desfile acontecia nas principais ruas da cidade, porém se apresentavam em municípios, como: Jardim, Milagres, Barro, Mauriti, Penaforte e Abaiara. Deda Rufino e Valdenei bastos eram integrantes dessa escola.

Em 1985, Chimba fundou a Escola de Samba “Café com pão” que veio desfilar até o ano de 2000.

O bloco os demônios era um bloco de jovens que se pintavam de preto e saiam pelas ruas de Brejo com um dos integrantes dentro de um caixão. Os fundadores desse bloco foram Nenê da matança e Flávio (in memoriam), chegando a ir para as ruas até 70 pessoas acompanhando o bloco.

O bloco tô-a-toa,surgiu em 1997 sob organização de Marcondes Gomes dando origem ao primeiro carnaval fora de época (em Dezembro),  chamado Brejo Folia.

O bloco ximbalada foi  fundado por Vicelmo e seu primo João Paulo e desfilou de 1995 até 2005. 

O bloco lelé da cuca foi fundado por Jonhy Bezerra e Harley Moura, no ano de 2000, depois se oficializando e vindo através de Napoleão Bezerra tornar-se o carnaval fora de época intitulado de Brejal.

O bloco das virgens onde homens se vestem de mulheres existe desde 1995, tendo sido fundado por Wagner Basílio, com o nome de “as descabaçadas”.

Os bailes carnavalescos de Brejo Santo tiveram inicio em 1965, depois da fundação do Brejo Santo união Clube em 1964, eram muito animados e sempre ao som de uma orquestra ou banda. A folia tinha inicio no sábado magro e depois as quatro noites com duas matinês, finalizando na praça na quarta-feira de cinzas pela manhã.

Alguns foliões se destacavam por serem extrovertidos. Cleidivan Araújo Costa, conhecida como Biinha de Zé amaro, era uma foliona que se destacava nos bailes carnavalescos de Brejo Santo, assim como os foliões, o senhor João Moura e Euclides Gomes (Euclides Patrício). 

Biinha na sua fala: “Todos os dias eu ia com uma fantasia diferente e o carnaval era muito animado e sem violência”.

Atualmente só há duas matinês no Brejo Santo União clube.

Todas essas pessoas que foram citadas aqui no texto concederam entrevistas aos alunos do ensino fundamental e ensino médio do colégio Padre Viana no ano de 2005, numa exposição cultural organizada pela coordenadora pedagógica Fátima Teles.