sexta-feira, 27 de março de 2015

poesia para ver o peso - Fátima Teles



O Mercado ver o peso de Belém do Pará faz aniversário hoje!


Nascido às margens das águas caboclas do Pará, herdeiro da cultura portuguesa,
Recebeu o nome  de casa de Haver o peso. Desconstruiu-se e reconstruiu-se com o
Nome de Ver o peso, laureado pela beleza da art nouveau da França da bele époque.
Ele é considerado o maior mercado de feira livre da América Latina e conhecido como mercado ver o peso ou veropa. Lá estão as ervas medicinais da Amazônia e uma imensidão de gêneros alimentícios que dão prazer a culinária brasileira.


Uma poesia de minha autoria  para o ver o peso


Ver o peso

Ver o peso
Veropa
Açaí
Ervas para o amor chegar
Para o amor sair, para o amor ficar
Frutas para degustar
De todos os tipos
De todos os sabores
A Amazônia viva
Na maior feira livre
Da América Latina
 A beira das águas caboclas
De Belém do Pará
O ver o peso está
O veropa vive
Viva!

Fátima Teles


quinta-feira, 19 de março de 2015

Dia do (a) artesão(ã) - Homenagem a Ana das carrancas - Fátima Teles

Dia do (a) artesão(ã) - Homenagem a Ana das carrancas -   por Fátima Teles

Ana Leopoldina dos Santos era filha de artesãos e nascida em Ouricuri, Estado do Pernambuco, trabalhou muito tempo com o barro fazendo brinquedos de barro para vender nas feira se posteriormente já viúva para sustentar a família ela começou a fazer louças de barro como panelas, e objetos de cerâmica.

Mais tarde Ana conheceu José Vicente e casou-se indo embora para Petrolina, Estado do Pernambuco.SEu marido é deficiente visual e isso faz com que Ana se esforce um pouco mais para manter o sustento da família. A cidade de Petrolina é conhecida nacionalmente devido a ponte que a separa de Juazeiro da Bahia pelo Rio São Francisco, conhecido como velho Chico.

Ana olha para o Rio e pede iluminação divina para o seu trabalho e de lá observando as embarcações que ali passam, ela nota as carrancas que ficam nas proas dos barcos.Interessante a lenda diz que as carrancas que ficam nas proas dos barcos que navegam nas águas do velho Chico são para espantar os maus espíritos e os invejosos.

Ana se inspira nas carrancas e começa a fazer carrancas de barro. O sucesso foi tão grande que ela formou uma equipe para ajudá-la e realizar o trabalho em larga escala.Sua arte ficou conhecida em toda a Europa.

em 2006 Ana recebe o título de PATRIMÔNIO VIVO DE PERNAMBUCO .
em 2008 ela falece e sua filhas dão continuidade ao seu trabalho.
Ana ficou conhecida como Ana das Carrancas, a Dama do barro.
fonte :
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ana_das_Carrancas
https://anadascarrancas.wordpress.com/ana-das-carrancas/




quarta-feira, 18 de março de 2015

A Tecnologia ultrapassando a interação humana- Fátima Teles



EU TEMO  O DIA EM QUE A TECNOLOGIA ULTRAPASSE A INTERAÇÃO HUMANA
RUY BARBOSA

por Fátima Teles - assistente Social

O Século XIX foi marcado por invenções tecnológicas que vieram encurtar estradas e aproximar pessoas, como a invenção da locomotiva que contribuiu para melhorar a economia ,pois as Ferrovias repartiam o comércio de transportar produtos com os Portos. As distâncias foram encurtadas, as viagens tornaram-se mais rápidas com as locomotivas.

A invenção da eletricidade possibilitou iluminar noites sombrias a através da luz elétrica a noite começou a ter vida e varar madrugadas entre pessoas e boemia. A invenção da fotografia e da radioatividade, com o raio X, trouxeram inovações como o registro da natureza, das pessoas, do tempo histórico, do corpo pela imagem.

A invenção do telefone quebrou limites geográficos e interligou pessoas do mundo inteiro através de fios elétricos. Nós podemos comparar a invenção do telefone a da internet no final do Século XX que ligou fatos, acontecimentos e pessoas em segundos em todo o Planeta Terra.

Ruy Barbosa, político e escritor brasileiro, contemporâneo dessas invenções já antevia o que poderia acontecer de forma negativa com o progresso que ora se mostrava e não parava de crescer. Para ele, chegaria o dia que a interação humana e as relações sociais , familiares e afetivas seriam ultrapassadas pela tecnologia de modo que as pessoas se comunicariam por máquinas e não mais pelo toque das mãos, dos olhos, dos lábios e da boca.

Esse dia chegou.  Vivemos hoje atrelados a tecnologia que cada vez mais avança e nos impõe o seu uso, quer na vida profissional, quer na vida pessoal. Andamos  com um Smartfone nas mãos como se ele fosse o mentor de nossas vidas .Ele deixou de ser apenas algo e tornou-se alguém: Estamos fazendo do Smartfone um companheiro ou uma companheira inseparável, do qual ou da qual não podemos viver sem sua companhia.

Zigmunt Bauman, Sociólogo Polonês, fala sobre a falência das relações sociais pela tecnologia, pelas redes sociais, explanando a liquidez dos sentimentos.

A tecnologia avançou tanto que já não temos para onde  ir ou ao menos sabemos para onde irmos. A vida real tornou-se a vida virtual e por ela nos relacionamos, de forma rápida e objetiva sem nos preocuparmos com o outro, uma vez que não o vemos, não nos interessa o que sente ou pensa.Com essa forma de nos comunicar perdemos a nossa capacidade de desenvolver  qualidades essenciais para a nossa vivência em sociedade, como a tolerância, o respeito, a paciência.

As teclas mantém o comando de nossas vidas e quando somos contrariados(as) resolvemos num simples apertar de tecla o problema, desfazendo a “amizade” ou o contato com quem nos aborreceu ou está nos aborrecendo.


Para onde caminhamos??
                                                                     Ruy Barbosa
         
                                                                Zigmunt Bauman















































 Fontes :


domingo, 8 de março de 2015

Joana Angélica de Jesus- Mártir da Independência do Brasil- Simone Ramos Marinho -Biblioteca Virtual 2 de Julho

                    Madre Joana Angélica de Jesus,mártir da independência do Brasil.

Joana Angélica era Madre superiora do Convento da Lapa em Salvador quando as tropas portuguesas o invadiram e ela tentando impedir a invasão ficou na porta e disse que para eles entrarem ali teriam que passar pelo cadáver dela. Eles entraram e a mataram.

hoje ela se comunica com o médium baiano Divaldo Franco pelo nome de Joana de Ângelis, atraés de psicografias e escreve junto com ele livros de psicologia espírita.

texto retirado da Biblioteca Virtual 2 de Julho





Joana Angélica


Joana AngélicaJoana AngélicaEm meio aos conflitos ocorridos na Bahia durante as lutas pela independência do Brasil, destacou-se a religiosa Joana Angélica de Jesus. Baiana, nascida em Salvador, em 12 de dezembro de 1761, Joana Angélica manifestou desde cedo inclinação pela vida religiosa. Seus pais José Tavares de Almeida e Catarina Maria da Silva acolheram de bom grado a vocação da filha.
Assim, aos 20 anos de idade, a jovem Joana entrava como franciscana para o Convento da Lapa; após um ano de noviciado, aos 18 de maio de 1783, professava-se Irmã das Religiosas Reformadas de Nossa Senhora da Conceição. A vida dedicada à oração e caridade fez de Joana Angélica, exemplo edificante entre as irmãs do mosteiro. No Convento atuou O Imparcial 23.05.1923O Imparcial 23.05.1923em diversas funções, dentre as quais se destacam: a de escrivã (1797), vigária (1812-1814), abadessa (1815) e prelada (1819). Na época das lutas pela independência, ocupava pela segunda vez a direção do Convento da Lapa, quando as tropas portuguesas invadiram o local e deu-se o notório acontecimento.
Resultado dos desentendimentos entre brasileiros e portugueses quanto a liderança do Governo das Armas, para o qual foi indicado o general português Inácio Luiz Madeira de Melo, o conflito passou a ser resolvido pelas armas. Assim, no dia 19 de fevereiro iniciou-se com a ofensiva portuguesa. Os lusitanos atacaram o forte de São Pedro e, quase ao mesmo tempo, os quartéis da Palma e da Mouraria. Onde se encontravam oficiais e soldados brasileiros.
Nessa investida ao quartel da Mouraria, um grupo de soldados tentou invadir o recolhimento, do qual Joana Angélica era abadessa. Os portugueses acreditavam que no claustro, vizinho ao quartel, houvesse sediciosos e armas escondidas.
Como diretora do Convento, Sóror Joana Angélica postou-se à porta de entrada diante dos soldados numa tentativa de impedir que aquele local, totalmente vedado a homens, fosse maculado. Colocou-se como barreira, proferindo as palavras: “Recuai ou só Diário da Bahia 02.07.1938Diário da Bahia 02.07.1938penetrareis nesta casa passando por sobre o meu cadáver” (ABREU, 1973). A abadessa foi atacada a golpes de baioneta pelos soldados, que feriram também o padre Daniel Nunes da Silva Lisboa, capelão do convento.
A abadessa Sóror Joana Angélica faleceu pouco tempo depois, no dia 20 de fevereiro de 1822. Por sua coragem e determinação, hoje é lembrada como mártir da independência do Brasil. Para homenageá-la, a avenida ao lado do Convento da Lapa foi batizada com o seu nome. 
 

 

REFERÊNCIA

ABREU, Edith Mendes da Gama e. Aspectos do 2 de julho: 15 anos de independência na Bahia. Salvador: Secretaria de educação e cultura, 1973.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

BAHIA. Secretaria de Cultura. Fundação Pedro Calmon. 2 de Julho: a Bahia na independência nacional. Salvador, 2010.
______. 2 de Julho: a libertação do Brasil na Bahia. Salvador, EGBA, 2009.
BAHIA. Secretaria de Educação e Cultura. Aspectos do 2 de julho: 150 anos de independência na Bahia. Salvador, 1973.
CRUZ, Gutemberg. Gente da Bahia. Salvador: Editora P&A, 1997.
SOUZA, Bernardino José de. Joana Angélica: a primeira heroína da independência do Brasil. Salvador: Imprensa Official do Estado, 1922.
TAVARES, Luis Henrique Dias. História da Bahia. 10. ed. Salvador; São Paulo: UNESP; Edufba, 2001.

 http://www.bv2dejulho.ba.gov.br/portal/index.php/personagens/joanaangelica.html

Homenagem a Vanja Orico atriz , cantora e ativista política, nesse dia 8 de Março de 2015 - Fátima Teles



Homenagem a Vanja Orico  atriz , cantora e ativista política, nesse dia 8 de Março de 2015

O ano de 2015 impede de Vanja Orico continuar na matéria, levando-a para outros ares celestiais e por isso nesse 8 de março ela recebe esta homenagem ,como mulher guerreira que foi.
Por Fátima teles,- Assistente Social

Em 1968, a atriz, cantora, cineasta e ativista política VanjaOrico se ajoelhou frente a um comboio do exército durante passeata contra o Regime Militar. “Eu estava seguindo a passeata, quando o comboio avançou e resolvi pará-los, me ajoelhando diante deles e gritando que não atirassem, que éramos todos brasileiros, tentando evitar mais mortes. Foi o ato mais importante de minha vida”, escreveu Vanja. A autoria da foto é de Gervásio Baptista.









Vanja Orico era atriz , cantora e ativista política.







Vanja, filha do escritor, diplomata e acadêmico Osvaldo Orico (1900-1981), ficou famosa durante o movimento chamado Ciclo do Cangaço, entre os anos 1950 e 1970, e conquistou o título de musa do gênero. Participou de sucessos como O Cangaceiro (1953), de Lima Barreto, premiado no Festival de Cannes; Lampião, o Rei do Cangaço (1963); Cangaceiros de Lampião (1967) e Jesuíno Brilhante, o Cangaceiro (1972).
O início de sua carreira ocorreu quando Vanja morava na Itália. Seu primeiro filme, Mulheres e Luzes (1950), foi dirigido pelos cineastas Alberto Lattuada e Federico Fellini, no qual ela canta o tema folclórico Meu Limão, Meu Limoeiro. A atriz soltou a voz em outros trabalhos, entre eles a icônica cena de O Cangaceiro, em que Vanja entoa a música Sodade, Meu Bem, Sodade.
Vanja é mãe do cineasta Adolfo Rosenthal, de 53 anos, de seu casamento com o engenheiro francês André Rosenthal, que morreu em 1999.
A cantora, atriz e cineasta Vanja Orico, nome artístico de Evangelina Orico, morreu no dia 28 de janeiro de 2015, no Rio de Janeiro, aos 85 anos, vítima de complicações decorrentes de câncer no intestino. Ela também sofria de Alzheimer e estava internada no Hospital Copa D'Or, em Copacabana, desde o dia 11 de Janeiro de 2015.. Ela foi enterrada  no cemitério São João Batista, no bairro do Botafogo.

Fonte
FOTO HISTÓRICA E TEXTO RETIRADO DA PÁGINADA REDE SOCIAL FACEBOOK  DE AUTORIA DE Fernando Rabelo Fotografias Históricas





sexta-feira, 6 de março de 2015

A mulher na luta pela igualdade de direitos e a origem do dia Internacional da mulher - Fátima Teles



A mulher na luta pela igualdade de direitos e a origem do dia Internacional da mulher

Por Fátima Teles – Assistente Social

As sociedades da antiguidade não interpretavam ou organizavam as relações entre homens e mulheres de forma igual. Da mesma forma que havia sociedades poligâmicas onde o homem tenha muitas esposas, haviam as sociedades poliândricas onde a mulher tinha vários esposos. A Ásia é um exemplo dessas duas sociedades.

As diferenças sexuais entre homens e mulheres serviram de base para muitas sociedades organizarem a divisão sexual do trabalho, dividindo as atribuições em trabalho masculino e trabalho feminino. Aos homens cabiam as atividades produtivas da esfera pública e as mulheres ficavam reservadas as atividades da esfera privada, o cuidado com a família, a reprodução ou procriação e o trabalho doméstico. Posição considerada subalterna e desigual.

Essas práticas e representações criadas pela sociedade terminaram por desencadear uma relação de poder entre homens e mulheres, trazendo como consequência a opressão masculina e a submissão feminina, servindo como modelo padrão dominante da relação entre os dois gêneros, o patriarcalismo, onde o homem era o chefe e detentor do poder familiar.

Segundo Silveira, Outras associações vinculadas ao sexo foram sendo e laboradas: atribuiu-se aos homens a racionalidade, o pensamento lógico, o cálculo; às mulheres, a afetividade, as emoções, a intuição. As representações/interpretações dos atributos femininos estavam diretamente articuladas com a procriação e a maternidade.

 As formas de viver e pensar o masculino e o feminino tiveram conseqüências concretas: reforçavam a estrutura familiar patriarcal e serviram de justificativa para ações no sentido de acentuar os papéis sociais atribuídos a homens e mulheres. Assim, deram margem, por exemplo, a uma educação diferenciada para meninos e meninas, no sentido de reprodução daqueles papéis sociais distintos, a exemplo de brincadeiras caracterizadas como masculinas e brincadeiras caracterizadas como femininas. Menina não podia jogar bola, tinha que brincar de boneca. Incentivou-se a prática de esportes diferenciados entre os dois gêneros: imagine pensar em mulher jogando futebol, há algumas décadas atrás! Nas escolas de 1º e 2º graus, como eram chamadas até a LDB de 1996, era ministrada para as meninas uma disciplina chamada Educação Doméstica, ou Trabalhos Manuais (bordados por exemplo), preparando-as, assim, para o casamento, a maternidade, o cuidado com a família. No mercado de trabalho, determinadas profissões eram consideradas masculinas; outras, femininas, a exemplo do magistério, que, aos poucos, foi se feminilizando, isto é, considerado próprio às mulheres.

A luta pela emancipação da mulher remonta do século XVIII e XIX.  Em 1791 foi elaborada a declaração dos Direitos das mulheres e das cidadãs por Olympe de Gouges como forma de chamar atenção diante da promulgação da declaração dos Direitos do homem de do cidadão de 1789 que embora trouxesse ideais de liberdade não abordava a igualdade entre homens e mulheres.

Outra mulher se destacou nesse período junto a francesa Olympe Gouges, a escritora inglesa Mary Wollstonecrafte screveu um livro reivindicando uma educação igual para os dois gêneros.

Com a Revolução industrial no final do século XVIII a mulher iniciou a sua inserção no mundo do trabalho e da produção, mas ainda submetida a exploração de toda ordem e assedio moral e sexual por parte de seus patrões.

Nos Estados Unidos, em New York, no dia 08 de Março de 1857, houve uma greve numa fábrica de tecidos realizada pelas operárias que reivindicavam igualdade de salários, uma vez que as mulheres ganhavam menos do que os homens. Elas reivindicavam também a  diminuição da jornada de trabalho já que trabalhavam 16 horas diárias e tratamento com dignidade no espaço de trabalho. Seus patrões reagiram trancafiando-as na fábrica e tocando fogo na mesma com as operárias dentro, vindo a morrer incendiadas 130 tecelãs. Foram assassinadas.

O fato teve repercussão e a organização das Nações Unidas ,ONU, no ano de 1975 estabeleceu o dia 8 de março como o dia internacional da mulher.

Betha Lutz , feminista brasileira, contribuiu para a implantação do feminismo no Brasil  através da fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, em 1922, que buscava lutar pelos Direitos da mulher.

Entramos  no Século XXI e a luta continua em busca de uma sociedade que reconheça a igualdade de gêneros. A educação pela igualdade será efetivada a partir da educação de casa quando os pais exercerem também a cidadania com seus filhos orientando-os para quem compreendam que homens e mulheres são seres humanos e por isso tem direitos, deveres e oportunidades iguais.

A igualdade de gêneros é considerada uma das bases para construir uma sociedade com menos preconceito e discriminação. "A igualdade de gêneros é fundamental para as sociedades democráticas e igualitárias. Muita coisa mudou desde a década de 1970, quando as mulheres entraram massivamente para o mercado de trabalho, mas ainda existem muitas disparidades. Por exemplo, as estatísticas nos mostram que as mulheres ainda têm salários menores que os dos homens e ganham 70% do que eles ganham, em média", afirma Eleonora Menicucci, ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.


A luta continua! Vamos lá fazer o que será!

Referências

foto extraída no google através do site
www.drsandro.org