sexta-feira, 17 de abril de 2015

Livro amores sem limites (Deborah Medeiros) - por Fátima Teles


o livro amores sem limites, da autora Deborah Medeiros, traz a história dramática de Rafaela Gallot. Uma adolescente que descobre sua orientação sexual e é afastada do convívio familiar por falta de aceitação e enviada para a casa de sua avó, a angelical dona Quitéria.
lá ela termina se afirmando e indo de encontro a sua real identidade, em todos os aspectos.É uma história de vida recheada de drama, aventuras, amores e arte.Senti por ver a protagonista se envolver no mundo das drogas,mas fiquei feliz em vê-la podendo sair desse mundo tão funesto.A busca pelo encontro com o seu eu mais profundo e o amor fez Rafaela ir de encontro a escuridão para descobrir a luz e isso aconteceu em muitos momentos.

me encantei, chorei, sorri...

de todos (as) os (as) personagens os(as) que mais gostei foram:

Virna, pelo seu amor amizade e amizade amor;
dona Quitéria, a avó , anjo de luz a encaminhar Rafaela com valores;
João Mariano, pela história sofrida e pela arte;
Cristina, por todo o amor vivido.

salve o amor, seja como for!!!!!
leiam e comprovem essa história linda!
vendas com Paulo Souto
 
https://www.facebook.com/paulo.souto.52
 
 
 

segunda-feira, 13 de abril de 2015

GALEANO ALCANÇOU OS PASSOS DO HORIZONTE E SEGUIU SEM MEDO - Fátima Teles

GALEANO ALCANÇOU OS PASSOS DO HORIZONTE E SEGUIU SEM MEDO
A s árvores desse outono de 13 de abril de 2015 desfolharam-se ainda mais tristes sem a presença do mestre Galeano. O filho amado da América Latina que ensinou multidões a pensar voou para outras esferas, deixando um legado de luz através do conhecimento para todo o Ocidente e especialmente para nós, latino americanos.

As veias da América Latina continuam abertas sangrando e seguindo em luta e resistência em busca de desenvolvimento e liberdade. Os filhos da América do Sul veem um novo despontar de Sol a iluminar com as esquerdas à frente de Governos, mas ainda caminhamos cabisbaixos sob       o forte comando do neoliberalismo e o neoconservadorismo que ora ressurge em forma de sombra nefasta.
A sociedade aplaude a cultura do ter e da aparência como tu mencionaste em teus escritos e tuas falas. O ser humano vale pelo que tem ,cada um tendo um preço ou valor dentro do contexto em que vive ou relaciona-se.
Vivemos correndo em busca de não sei o que e para não sei onde. Estamos nos perdendo em meio ao fetiche do capital, sem saber que o limite do consumo não existe,  uma vez que o problema não é falta de ter algo, mas da alma se satisfazer com aquilo que tem e estar feliz como se é sem precisar de acessórios materiais para viver bem e em paz.
A utopia está lá na frente, mestre, como tu disseste.
Precisamos dela  para dar sentido a nossa existência, a nossa caminhada terrena .Precisamos sonhar para termos motivo em acordar e lutar diante nossos ideais de vida .Ainda que os passos se afastem ao chegarmos mais perto, continuaremos a dar mais passos, pois tu nos ensinaste a andar no chão e nos céus, pelo pensamento e por isso tu te tornas imortal em nós e na América Latina.
Ficamos mais pobres hoje, mas aprendemos contigo a viver sem medo e assim seguiremos. Disseste que só poderemos nos levantar se soubermos cair, então devemos viver e seguirmos a nossa luta individual ou coletiva sem medo, mas na certeza da aprendizagem para nos tornar melhor e mais seguros.  

Obrigada pelo legado de amor a humanidade, de filosofia, sensibilidade
Obrigada pela luta contra a injustiça social e econômica que nos assola.

Obrigada pelos horizontes da nossa imaginação que tu nos fez sonhar.

Seguiremos nós!

A utopia e o sonho continuam sendo a luz guiar nossos passos.

Fátima Teles

quinta-feira, 9 de abril de 2015

O DIREITO AOS DIREITOS : UM LONGO CAMINHO AINDA A PERCORRER PARA SUA EFETIVAÇÂO - Fátima Teles



O DIREITO AOS DIREITOS : UM LONGO CAMINHO AINDA A PERCORRER PARA SUA EFETIVAÇÂO
“Todo direito que existe no mundo foi alcançado através da luta, seus postulados mais
importantes tiveram de ser conquistados num combate contra as legiões de opositores; todo e qualquer direito, seja o direito de um povo, seja o direito do indivíduo, só se afirma através de uma disposição ininterrupta para a luta”
Rudolf Von Hering

            Arendt (2007), afirma que o direito a ter direitos é inerente ao homem e a sua condição humana, sendo também um reconhecimento de Cidadania.
            A Declaração Universal dos Direitos Humanos é a declaração mais próxima da universalidade que encontramos no Século XX, uma vez que os seus Vinte e seis Artigos conseguem atender aos polos Ocidental e Oriental, aos Cinco Continentes, a todos os Povos da Terra. Porém,  falar em direitos Humanos é falar também em educação, já que a efetivação desses direitos perpassam pela cultura política e educacional de um povo.
            A Carta Magna brasileira é bela em todos os seus Capítulos e Artigos. È a expressão da Cidadania, reconhecendo todos os filhos e todas as filhas da Nação como Cidadãos e Cidadãs de direito. È a garantia da dignidade , do respeito e da justiça social.
            Todas as outras Leis, Estatutos e Convenções sancionadas e implementadas entre o final do Século XX e o limiar do século XXI são de suma importância, pois são fruto da luta da sociedade civil em busca da garantia de direitos para uma vida melhor e menos desigual.
            No caso brasileiro a efetivação dos direitos sociais é considerada ineficaz, pois depende muitas vezes da justiça e essa além de ser morosa, muitas vezes vivencia a sua prática com ares republicanos ( atendendo as classes privilegiadas e aos seus interesses).
            A questão da educação é muito forte para a politização de uma sociedade. Aqui no Brasil além da morosidade da justiça, há o desconhecimento das leis por uma grande parte da população, e outra maioria que não sabe interpretar as leis, porque estão na estatística daquela população considerada analfabetos funcionais, que leem, mas não interpretam aquilo que leram, e isso vem dificultar o acesso aos direitos. Há também uma grande parte da população que não tem o hábito de nenhuma leitura, nem mesmo para os seus interesses como cidadãos (ãs), tornando-se cada vez mais vulneráveis, acreditando em tudo que lhes dizem, sendo alvos da alienação que controla os pensamentos causando a passividade inoperante.
            No inicio do Século XX no Brasil, havia atores sociais ativos, representados nas figuras dos imigrantes, que imbuídos de conhecimento e valentia serviram de base para a luta e a implantação dos primeiros sindicatos de trabalhadores, reivindicando direitos e culminando na greve geral  e histórica de 1910. Em meados de da década de 30 , o Estado torna-se ativo e entra em cena como protagonista, facultando aos trabalhadores uma série de direitos trabalhistas, ainda que a intenção tenha sido na verdade uma forma de controle diante de uma sociedade encantada com o ideário comunista de Luiz Carlos Prestes, líder do comunismo no Brasil. Com a Ditadura Militar a sociedade caminha entre revolta e silêncio, insurgência e obediência. Porém, , nos idos de 1979 , os movimentos sociais voltam a efervescência e conseguem voltar a protagonizar a cena na luta por direitos e cidadania no País. A sociedade civil fortalecida torna-se sujeito histórico ativo com poder de decisão, uma vez que participa do sonho de construção de uma nova história para o nosso Brasil. A promulgação da Constituição de 1988 é um exemplo claro do grito e da produção de conhecimento dos sujeitos ativos, Estado e Sociedade Civil que sonharam com um País mais igual e plural ou menos desigual.
            Vivemos os primeiros anos do Século XXI e somos testemunhas vivas da passividade do Estado que vive o Neoliberalismo com todo fervor, atendendo aos ditames do capital . A sociedade só grita e luta em prol dos seus próprios interesses, num individualismo selvagem como lobos humanos numa selva de pedra.
            No movimento de Junho, considerado como um acordar da sociedade para ir às ruas gritar por justiça social, ética, diminuição do preço das passagens do transporte público, foi um movimento significativo, pois trouxe para a juventude, a importância de cobrar de governo os direitos Constitucionais que garantem a dignidade do Cidadão (â) brasileiro. Novos atores entram em cena e foram cruciais naquele momento, como os novos movimentos sociais, criados em redes sociais, que contribuíram como uma espécie de Revolução silenciosa que em minutos ganhou e ganha as telas nacionais e Internacionais.         
            O Estado deixa a passividade e volta como sujeito ativo convidando a sociedade ( os líderes dos Movimentos ) para o diálogo, reconhecendo a força de todos os movimentos sociais e da sociedade civil. Não há como definir os atores ativos e passivos para garantir os direitos dos homens e mulheres no nosso País. Muitas vezes a sociedade está passiva em decorrência de ser conveniente aos seus interesses ou porque está desacreditada da justiça e alienada. Em outras o Estado está passivo devido as doses de alienação que o mesmo aplica na sociedade e isso lhe deixa em “paz”, na falsa ilusão que o povo está bem com aquilo que lhe é oferecido. O sujeito ativo quando acorda faz acordar também o Estado que na incapacidade de cumprir os direitos reivindicados pela sociedade, tomba diante da democracia e dos Direitos Humanos e entre o medo de perder o poder, entende que ter atitude é agir com coerção e rigidez, implantando o medo e a força, quando deveria dar exemplo de ética e justiça, agindo com imparcialidade para que a sociedade vendo o exemplo, se sentisse  na obrigação de cumprir o seu papel, exercendo a cidadania para uma cultura de progresso e paz.
            Qual a perspectiva que nós vemos para a garantia dos Direitos Humanos neste milênio se o que vemos são lutas isoladas? O  que faz uma Nação ter garantia de seus direitos é a luta coletiva. A classe trabalhadora deve resgatar o espírito de classe que envolve todos os segmentos que compõem uma sociedade, para que  o livre desenvolvimento de cada um seja a condição para o livre desenvolvimento de todos, como tão bem expressa Marx no Manifesto Comunista de 1848, Século XIX.
             A luta pela diminuição do preço de passagens no transporte público, deve ser a luta pelos direitos indígenas, pelos direitos  das mulheres, pela quebra do patriarcado, pelos direitos das crianças, pelos direitos das lésbicas , homoafetivos, bissexuais e transexuais. A luta pelos direitos dos sem terra, pelos direitos dos sem teto,da criminalização da homofobia, pelo fim da violência de toda ordem,etc.

Fátima Teles - Assistente Social

quarta-feira, 1 de abril de 2015

OS CRISTOS DA CONTEMPORANEIDADE - Fátima Teles

OS CRISTOS DA CONTEMPORANEIDADE


nascestes em meio a perseguições, sendo obrigado a partir de forma nômade ainda no ventre de tua mãe.
viveu na pobreza, exemplificou o amor, conviveu com as diferenças,os discriminados, os excluídos e morreu pelo ideal, pelo amor, pela verdade.

hoje os Cristos continuam vivos e sofrendo as suas dores aos nossos olhos.

É Jesus de volta nos chamando para reflexão, para que nós contribuamos com a efetivação dos direitos sociais dos discriminados, dos excluídos, dos abandonados, dos desempregados, dos violentados, dos que estão em processo de remoção, dos que sofrem injustiça da sociedade que somos nós e do governo em sua ganância e egoísmo.

Os tempos são outros.
Hoje não se mata mais com uma cruz.
as cruzes são outras e são utilizadas de outra forma.

a precarização do trabalho que humilha o servidor estatal ou privado, a flexibilização do trabalho que descarta o servidor como se ele fosse um produto de consumo, a negação dos direitos sociais, a negligência de toda parte à uma vida digna com o básico para o cidadão.

vivemos uma guerra civil onde o homem virou o lobo do homem, como afirmava Thomas Hobbes.
a cruz de hoje é a incompreensão , a falta de solidariedade e caridade generalizada. A exploração que escraviza o ser humano, o trabalhador, na sua luta pela sobrevivência, por um pedaço de pão.
as violências de toda ordem e sobretudo a violência psicológica que tortura, maltrata, tolhe a autoestima e mata, além da física que humilha e faz refém os mais fracos.

o fascismo e o extremo conservadorismo de volta causando crimes de ódio, instigando o ódio em todas as esquinas, alienando pessoas de modo a pensarem que são superiores e alguns grupos são culpados pelas mazelas sociais.

as fobias crescem assustadoramente. A homofobia é um grande mal que assola o país.centenas de mortes acontecem por conta desse comportamento e a intolerância religiosa voltou a rondar nas ruas com a quebra de imagens que representam suas religiões.principalmente as origem africanas.

A cruz hoje é vista através da relação de poder que domina o mundo.
o mais "forte", todo tempo se sobrepondo ao que ele julga mais fraco.
os Cristos estão ai...e nós o que fazemos???
Só ir à igreja não basta...

muitas vezes quem vai à igreja não faz nada pelo próximo, vai lá apenas orar e pedir perdão pela sua maldade e omissão e quem não vai na igreja , muitas vezes faz até mais do que aquilo que está dentro de suas possibilidades para ver o seu próximo feliz.

os caifás estão por toda a parte e são aqueles e aquelas que por se sentirem ameaçados(as) pela presença do outro ou pelo trabalho, logo tratam de humilhá-lo e eliminá-lo reduzindo-os ao pó.Pelo menos eles (as) pensam que existe o pó para alma que brilha e ilumina.

Fátima Teles