segunda-feira, 14 de setembro de 2015

15 de setembro- Aniversário do professor José Teles de Carvalho - Fátima Teles

15 de setembro- Aniversário do professor José Teles de Carvalho


filho e neto de agricultores, muito pobre, estudou com dona Balbina Viana Arraes e logo mais através de sua orientação, sua tia molequinha pediu esmolas aos comerciantes e amigos de Brejo Santo, encaminhando o futuro professor para o seminário de Canindé, no Ceará.

Lá ele estudou Latim e outras línguas, tornando-se poliglota.Porém, como não tinha vocação para o sacerdócio, voltou para Brejo Santo e aqui fundou o Instituto Padre Viana, em homenagem a família que tanto lhe ajudou.

seu aniversário era comemorado tradicionalmente na Cidade, todo ano, no dia de seu aniversário, fielmente no dia 15 de setembro. Era bonito de ver.Havia uma renovação no Colégio Padre Viana, realizada pelo amigo e Monsenhor Dermival de Anchieta Gondim e logo após uma festa no Brejo Santo união Clube, onde vinha gente de outros Municípios reverenciarem a sua festa.
quantos namoros não foram iniciados naquelas festa do dia 15 de setembro ao som das bandas Circuito Musical ( que iniciava a festa sempre com a música Hotel Califórnia).

professor José Teles contribuiu com a história da educação de Brejo Santo e por isso imortalizou-se.Quantas pessoas não terminaram o primário , ginásio e segundo grau, através de bolsas de estudo concedidas por ele?
ele fazia da sua profissão um legado jesuítico.
salve! salve!

a caldeira do inferno era seu bar preferido e sempre, todas as manhãs tinha ponto marcado e até a sua cadeira no local. O café de Tereza também era sagrado com amigos.
no ano de 2018 se ele estivesse entre nós faria 100 anos,mas nas orbes espirituais, está olhando por nós e torcendo pela continuidade do Colégio Padre Viana.

morre o homem ,mas sua memória eterniza-se
vovô amado, saudades sem fim!
professor José Teles de Carvalho, presente!

Fátima Teles

terça-feira, 8 de setembro de 2015

A semeadora continua a semear...

a semeadora continua a semear...

sinto-me muitas vezes como uma agricultora que plantou e na hora da colheita não havia frutas, nem legumes.
o solo parecia fértil, mas não colhia nada.
Sinto-me muitas vezes como uma semeadora que jogando as sementes todos os dias em terreno aparentemente fértil, imaginava que nasceriam árvores.
porém, entre calor e tempestades, o vento terminou levando as sementes embora, deixando o chão cheio de folhas a espera da continuidade da semeadura.
a agricultora quanto a semeadora tem o hábito da crença e por isso são mestres em recomeçar. Ainda que seja no mesmo terreno, mas com outra visão, com outra perspectiva. Muitas vezes a plantação está errada, os jardins não mereciam as sementes, os caminhos são tortuosos dificultando a colheita ou são enganadores, movediços.
a agricultora molhou o terreno,recomeçou...
plantou flores, roseiras, muitas roseiras.
as flores nascem, brotam e ainda embelezam os jardins de quem as planta, reluzindo e tornando-se esperança para outras pessoas.
as flores espalham além de perfume,amor.
há uma troca maravilhosa em quem sintoniza-se com elas. Há reciprocidade e por isso elas são tão bonitas de se ver.
até mesmo quando morrem, nascem em outras sementes para voltarem ser flores novamente ainda mais bonitas.



Fátima Teles
imagem: Jerci Maccari
semeadoras;Google