domingo, 27 de novembro de 2016

100 ANOS DO SAMBA - FÁTIMA TELES





100 ANOS DO SAMBA:  O SAMBA SOBE O MORRO
NA VOZ DE 


DONGA
POR FÁTIMA TELES- ASSISTENTE SOCIAL

         O Samba no Brasil nasce na Bahia sob a influência da cultura africana trazida para o nosso País nos tempos de escravidão.

         No século XIX com a vinda da Família Real para o Rio de Janeiro e a transferência da Capital Federal também para o Rio de Janeiro, muitos escravos  foram enviados de Salvador para o Rio e com eles seguiam os costumes e as tradições que cultuavam de seus ancestrais.

         Com a  libertação dos escravos e final da Guerra de Canudos os Soldados foram trazendo suas esposas para residirem nos morros ,contribuindo assim com a estatística da favelização. Em pouco tempo, já instalados, as rodas de dança e música deram continuidade como na Bahia, lugar de onde vieram .as festas eram incentivadas na maioria pelas mulheres e uma delas era dona Amélia, que trabalhava fazendo doces para ajudar nas despesas da família. ela era conhecida como tia Amélia e foi a genitora daquele que se consagrou como o compositor que gravou o primeiro samba no Brasil, o Donga.

         O Samba é a voz do morro,sim.

         Ernesto Joaquim Maria dos santos, Donga, em 06 de Novembro de 2016 entrou com um pedido de registro da composição “pelo telefone” no Departamento de Direitos autorais da  Biblioteca Nacional. Lá o disseram que a composição precisava vir acompanhada de uma partitura, ao que Ernesto recorreu ao seu amigo e vizinho de morro, o flautista Alfredo da Rocha Viana, conhecido por Pixinguinha, mais tarde considerado um dos maiores sambistas da Música Brasileira. Donga se declarou compositor da composição que a denominou um samba carnavalesco.

         Passados alguns dias, Donga anexou aos documentos uma declaração que informava que a composição “ pelo telefone” havia estreado em espetáculo em 25 de Outubro de 1916 no Cine Teatro velho. EM 27 DE NOVEMBRO DE 2016, A BIBLIOTECA NACIONAL oficializou o registro da Obra, com o Número 3. 295.

         O samba, ritmo musical criado pelos escravos africanos, símbolo da tradição cultural brasileira, patrimônio imaterial, reconhecido também pela Unesco em 2005 como Patrimônio da Humanidade, comemora esse ano de 2016, o seu centenário. O ano de 1916 entrou para a história da Música Popular Brasileira graças à iniciativa de Ernesto Joaquim Maria dos Santos mais conhecido como Donga, autor de Pelo telefone, datado de 1916 e, considerado o primeiro samba brasileiro.”

                O Samba ao longo dos Séculos cresceu como gênero musical e ficou conhecido como a cara do Brasil. O samba cantou e canta a voz da exclusão social da favela, a voz do operário, a desilusão amorosa, a ilusão da vida, a pobreza do morro e a sua beleza também. É o cartão postal do nosso carnaval!

FONTES:

        



        

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Irmãs Mirabal, as mariposas da liberdade - Portal Vermelho

Irmãs Mirabal, as mariposas da liberdade - Portal Vermelho

IRMÃS MIRABAL: AS MARIPOSAS DA LIBERDADE - Fátima Teles




IRMÃS MIRABAL: AS MARIPOSAS DA LIBERDADE

POR FÁTIMA TELES- ASSISTENTE SOCIAL




         O  Século XX foi marcado por muitas Ditaduras que  assolaram o Continente Americano.

         A República Dominicana vivia uma forte instabilidade econômica e política, facilitando assim a instalação da Ditadura de Rafael Leónidas Trujillo, conhecido como Trujillo, que governou  de 30 a 61.

         O seu tempo foi marcado por medidas antidemocráticas, vindo a prejudicar a classe trabalhadora, contribuindo para a perda de suas moradias e de seu dinheiro.

         No meio da população havia aqueles e aquelas que gritavam pela luta dos direitos e pela liberdade. Entre essa população estavam Patria Mercedes Mirabal, Minerva Argentina Mirabal e Antonia Maria Teresa Mirabal , as irmãs Mirabal, que juntamente com um grupo oposicionista ,bravamente entraram na luta armada contra o Ditador Trujillo.

         As irmãs Mirabal nasceram no Norte do País, em Ojo de Agua, na Província de Salcedo. Oriundas e uma família política daquela região, o pai havia sido Prefeito da Cidade de Ojo de Agua, no inicio da Ditadura do déspota Trujillo.

         Entre as irmãs, Minerva foi a primeira a se envolver na luta contra o regime Ditatorial, tendo sido presa em 1947 e recusado os avanços ou assédios sexuais do Ditador Trujillo. Minerva ainda foi torturada. Seu pai também foi preso, pois era oposição ao Governo. Através da influência política de sua família conseguiram se libertar, mas o Ditador mandou prendê-lo novamente dois anos depois e diante de tal situação, esse Regime conseguiu enfraquecer a saúde  de seu pai vindo o mesmo falecer em 1953 como consequências do terror dessa Ditadura. 

         As irmãs entraram no Movimento 14 de Junho, Movimento homenageado como a data em que os Dominicanos se revoltaram contra ao Ditador e tentaram  derrubar o Governo, não obtendo êxito, devido a interferência do Exército.

         Minerva tinha o nome clandestino de Mariposa e as demais irmãs e seus esposos também entraram na luta.

         Muitas pessoas do Movimento foram presas e torturadas, entre essas pessoas , as irmãs e seus maridos. Elas conseguiram liberdade condicional devido a condenação das ações do Ditador pela Organização dos Estados Americanos.

          No dia 25 de Novembro de 1960, elas voltavam de uma visita aos seus esposos na Cadeia e foram pegas de surpresa, levadas numa emboscada e torturadas num matagal e assassinadas.

         O crime causou comoção na população e a revolta tomou conta da Cidade. O crime não causou silêncio e medo como era esperado. A luta pelos ideais democráticos das irmãs mariposas virou uma febre , vindo a contribuir efetivamente para a queda da Ditadura de Trujillo em 1961.

         A  Ditadura compreendeu que a força do povo é crucial para a derrubada de qualquer Governo, quando esse povo está consciente do que quer, quando se politiza.

         A data  de 25 de Novembro entrou para a História Mundial como O DIA INTERNACIONAL DA NÃO VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, numa reunião em 17 de dezembro de 1999.

         A Cidade onde elas nasceram, Ojo de Agua, recebeu um novo nome em homenagem a elas. Foi rebatizada de Hermanas Mirabal e sua  irmã Dede única sobrevivente, educou os filhos das irmãs e dedicou-se ao trabalho de memória através de criação de um Museu para imortalizar a História das Mariposas da liberdade, irmãs Mirabal que lutaram pela liberdade política de seu povo, de seu País.



Fontes: