segunda-feira, 14 de agosto de 2017

contação de história - Fátima Teles

A Origem da Vaquejada de Brejo Santo-CE- Fátima Teles



A  Origem da Vaquejada de Brejo Santo-CE


Por Fátima Teles- Assessora Pedagógica Municipal


                A origem do nome do parque de vaquejada é em homenagem a José Inácio de Lucena ( Zequinha Chicote). Nascido aos Quatro de Maio de Mil  e Novecentos e Vinte Quatro. Filho de Pedro pereira de Lucena e Adelaide Gomes da Silva. O senhor Zequinha Chicote era um homem do campo, e cuidava das muitas fazendas que possuía. Ele gostava muito de animais e era muito querido por todas as pessoas da cidade, pois gostava muito de ajudar.

                Ele tinha muitos animais e emprestava para quem quisesse correr vaquejada. Alguns vaqueiros corriam com seus cavalos, além de doar seus gados para a vaquejada.

                O senhor Zequinha Chicote foi um dos primeiros organizadores da vaquejada juntamente com o Monsenhor Dermival de Anchieta Gondim  e o Padre João.

                O senhor Zequinha chicote tinha muitos vaqueiros e alguns corriam na vaquejada, vindo a ganhar prêmios. 

                No ano de 1969 foi realizada a primeira vaquejada de Brejo Santo na gestão do prefeito Emilio Salviano Alves. Juntamente com a primeira vaquejada ,ocorreu também  a primeira missa para os vaqueiros Celebrada e organizada pelo Monsenhor Dermival de Anchieta Gondim e o padre João que era um ótimo vaqueiro. Um ano depois da primeira vaquejada ocorrida no nosso Município, o senhor Zequinha Chicote faleceu em 13 de Dezembro de 1970 e em sua homenagem foi colocado o nome do parque de vaquejada de Brejo Santo.


Vaqueiro destaque da nossa História


                Um dos maiores vaqueiros de toda história de nosso Município foi Chico Alfredo, deixando seu nome não só em Brejo Santo, como em toda a  Região Nordeste. O vaqueiro Chico Alfredo se destacou nas décadas de 60 e 70 do Século XX, ganhando inúmeras vaquejadas.

                Os dois filhos de Chico Alfredo, Zé filho e Cícero Alfredo, herdaram o dom do pai e seguiram carreira. Zé filho ganhou inúmeros prêmios nas vaquejadas ocorridas por todo o País, e já foi considerado um dos melhores vaqueiros do Brasil. O seu irmão, Cícero Alfredo também seguiu carreira de vaqueiro.
                Francisco Alfredo Minel ( Chico Alfredo) era o melhor corredor da primeira vaquejada de Brejo Santo. Ele nasceu em 15 de Setembro de 1940 e casou-se com Maria Lourdes Franciliano.

                Os troféus que ganhava, nem sempre eram levados para casa, pois ele dava a seus amigos, até que um dia a sua esposa reclamou e ele passou a leva-los para casa.

Na casa de sua esposa, tem vários troféus como :

- 1ª Vaquejada de Brejo Santo de 1969,onde ele ganhou o primeiro lugar.
- V vaquejada do Parque Santo Antônio nos dias 24 e 25 de Junho de 1989 ,onde ganhou o 2º lugar, entre outros.

Chico Alfredo morreu de câncer há 31 anos, mas ainda hoje é lembrado por todos por ter sido um grande vaqueiro.


Os Vaqueiros

                No final da década de 60 do Século XX, os boiadeiros que se destacavam em Brejo Santo eram : José Aristides, DR Miranda Tavares, Antônio Martins, Pedro Rufino, Pedro Chicote, Zé Madeiro.


 Boiadeiros  de Brejo Santo até o ano de 2006

                Pacotim
              Geraldo Rufino
              Tico Bila
              Titico Lucena
              Horungan Lucena

Objetos utilizados pelos vaqueiros

Sela : Instrumento de montaria. Serve como assento e para dar mais conforto na hora de andar a cavalo.
Perneira : Para proteger as pernas do vaqueiro contra os espinhos e pancadas . Usada para pega de gado no mato.
Gibão : Para proteger o corpo do vaqueiro contra os espinhos e pancada. Usada para pega de gado na caatinga.
Luva : Para proteger as mãos contra espinhos e facilitar na hora de derrubar o boi.
Bota : Protege os pés e é utilizada para colocar as esporas.
Chapéu ; Protege a cabeça.
Chicote e esporas : Auxilia na montaria, para deixar o cavalo mais veloz e mais ágil. É usada pelo vaqueiro na montaria.
Manta : utilizada para não passar o suor do cavalo para a sela e para não ferir animal. Usada na montaria do cavalo.


Fonte : Textos extraídos de entrevistas realizadas pelos alunos do ensino fundamental para a semana de cultura do Colégio Padre Viana no ano de 2006, na Coordenação da Professora Maria de Fátima Araújo Teles. As entrevistas foram realizadas com familiares dos protagonistas da  História .

Esse texto faz parte da coluna que escrevo todas terças-feiras no http://www.blogdofariasjunior.com/


            

domingo, 13 de agosto de 2017

Lançamento de meu novo livro em Brejo Santo dia 15 de agosto - Fátima Teles

Nessa terça-feira , dia 15 de Agosto de 2017 às 19:00 no Cine Teatro de Brejo Santo-CE, estarei o meu mais novo livro , na categoria infanto-Juvenil, A Cidade que veio das águas.
O livro conta  como se originou a Cidade de Belém do Pará  e a lenda do açaí, a maior riqueza da Amazônia.

A entrada é Gratuita e o o livro custa apenas R$ 20,00
Haverá contação de História e algodão doce.

Você é nosso (a) convidado(a)!!!!!




Lançamento em Brejo Santo-CE - Fátima Teles

Participação na I FLIJUNO - Fátima Teles

Nesse dia 10 de Agosto estive participando da primeira festa do livro de Juazeiro do Norte, I FLIJUNO, onde pude apresentar o meu novo livro infanto-juvenil para os alunos do ensino fundamental do referido município.
Na ocasião estiveram reunidos vários acadêmicos da região assim como apresentação de vários escritores da região.
A festa foi organizada pela secretaria de Educação Municipal e teve o apoio de algumas editoras  , Livrarias e cearenses.
Logo após a apresentação lancei o livro e recebi a presença de amigos queridos e amigas queridas que foram prestigiar o livro.
Houve ainda uma Contação de História sobre o livro com a contadora Elisabete Pacheco que encantou a todos
 com o mais novo Escritor de Brejo Santo-Ce, Alan Moura
 com o amigo poeta e Escritor Agliberto Bezerra e A secretária de educação de Brejo Santo-CE Jacqueline Braga


 Com colegas professoras Veridiane, Cristiane Gonçalves, A contadora Elisabete, a Secretária de educação Jacqueline e a Janaina Braga
 A contadora de História Elisabete Pacheco





 Com o Professor Alessando Moura, pai do escritor Alan Moura
 com o Filósofo Chesmman




quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Entrevista na Verdes Mares- Fátima Teles

Segue a entrevista que ontem participei na TV Verdes Mares sobre a divulgação do meu livro infantil.

Dia 10 de agosto, às 13:50, no Memorial Padre Cicero, I Festa do Livro de Juazeiro do Norte.

Dia 15 de agosto, às 19:00, no  Cine Teatro.
aguardo todos e todas  vocês!!!



http://g1.globo.com/ceara/cetv-1dicao/videos/t/edicoes/v/confira-o-segundo-bloco-do-cetv-cariri-desta-terca-feira-8/6063901


Divulgação do livro A Cidade que veio das águas na TV Verdes Mares- Fátima Teles

Estive ontem divulgando o lançamento do livro A Cidade que veio das águas, na TV Verdes Mares, com o gigante do telejornalismo Caririense, Paulo Ernesto.

dia 10 de agosto,
I Festa do Livro de Juazeiro do norte,
às 13:50,no Memorial Padre Cícero.

Dia 15 de agosto no Cine Teatro de Brejo Santo-CE,às 19:00.

A ilustração é de Paulo Emmanuel é a revisão do texto é de Cleide Teles.

Conto com vocês!!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Participação na I FLIJUNO

Partcipação da I FLIJUNO - Fátima Teles

Estou lançando o meu novo livro, A Cidade que veio das águas, infanto-juvenil, que vem contar através do diálogo entre um curumim e as águas do Guajará como se originou a Cidade de Belém do Pará e a lenda do açaí, esse fruto que é o tesouro maior do Estado.

Nesse dia 10 de Agosto de 2017 vou estar lançando o livro a cidade que veio das águas na I FLIJUNO primeira festa do livro de Juazeiro do Norte , que acontecerá no memorial Padre Cícero às 13:50 numa roda de conversa e logo após estarei vendendo o livro.


A Rádio difusora de Brejo Santo - CE- Fátima Teles



Brejo Santo: Nosso chão, nosso povo!

O Menestrel da comunicação, José Alves Moreira!

A Rádio difusora de Brejo Santo - CE


         O primeiro serviço de som instalado e primeira rádio difusora de Brejo Santo, em Brejo Santo, pertenceram ao senhor Epaminondas Nogueira e o senhor José Alves Moreira era seu colaborador. Porém, com o tempo, o senhor Zezinho Moreira assumiu a comunicação do Município sozinho.

         A segunda rádio difusora que temos notícia, em nosso Município, foi instalada pelo cidadão José Alves Moreira, popularmente conhecido por Zezinho Moreira. Ela inicialmente foi montada no local onde ele trabalhava, na casa seleta, que era de propriedade do senhor Emílio Salviano Alves. Para o feito, o senhor Zezinho teve o apoio dos amigos Chico Inácio e Evandro Salviano.

         Na década de 60, do Século XX, o comércio de Brejo Santo ouvia os anúncios através da voz eloquente do senhor Zezinho. Os comerciantes mais abastados o contratavam para anunciar os seus produtos. Os alto- falantes eram distribuídos em todo o comércio. O estúdio dispunha de discos de vinis em seus mais variados estilos, que eram tocados em uma radiola. Cada época do ano, em suas datas comemorativas, as músicas tocadas estavam de acordo com essas datas. Nos dias que antecediam o dia das mães, as lágrimas desciam dos olhos ao ouvirmos “mamãe, mamãe, mamãe, és a rainha do lar...”

         Em seguida, o seu Estúdio foi transferido para a Travessa Clementino Tavares (beco de Sinésio), e logo após, em sede própria, na Rua Padre Viana, próximo à Igreja Matriz. As propagandas itinerantes eram feitas por uma Rural (carro utilizado nos idos de 60 para transportar passageiros e para propagandas). O seu estúdio recebeu o nome de CRP(Centro regional de Publicidade).

         O senhor Zezinho Moreira também participou do Bloco União junto aos seus primeiros integrantes, como Euclides Nascimento, Chico de Sinésio e outros, assim como fez parte da Banda Municipal do Maestro Olívio Lopes Angelim, tocando o pistom.

         Segundo o Historiador e Secretário de Cultura, Mirancleide Basílio, “o senhor Zezinho Moreira foi um excelente ator de teatro. Ao lado de Bernadete Cavalcanti, Inês Carlota, Valmir Alves e Lourenço Gomes. As peças eram dirigidas pelo ilustre Joaquim Carolino. Os dramas, como eram chamados, foram intitulados de “O anjo protetor”, “Em busca do além” e “Paixão de Cristo”. O espetáculo era apresentado aos domingos e feriados, no bar Realce, propriedade de Pedro Celião e sorveteria Flórida. As peças teatrais ainda foram apresentadas nas Cidades de São José do Belmonte - PE, Crato-CE, Barbalha - CE, Mauriti - CE, Missão Velha - CE e Barro - CE. O senhor Zezinho Moreira ganhava sempre os aplausos da plateia, pela sua atuação brilhante de jovem galã. Ao lado de toda sua existência participou de eventos sociais de Brejo Santo, era assíduo aos bailes no Brejo Santo União Clube, era imperdível as festas de 15 de setembro em comemoração ao aniversário do professor José Teles de carvalho...”

         Na gestão do Prefeito Wider Landim, através de projeto do vereador Miran Basílio, Zezinho Moreira foi laureado com o troféu Coronel Basílio Gomes, pelos serviços prestados à Cultura de Brejo Santo e na gestão do Prefeito Arônio Salviano, foi contemplado com o título de Mestre da Cultura pela sua contribuição à Cultura do Município.

         O senhor Zezinho Moreira era natural de Pernambuco. Casou-se com a brejo-santense Maria Edite Alves de Moura e com ela teve duas filhas: Telma Rejane Alves Moreira e Adriana Alves Moreira.


         No dia 05 de Fevereiro de 2012, veio a falecer e o seu enterro foi acompanhado pelos músicos da Banda Municipal.



Fátima Teles

Revisora de texto : Cleide Teles 

Fonte:
Entrevista realizada com sua filha Adriana Alves Moreira
Historiador: Mirancleide Basílio


esse texto também está na coluna da fatinha Teles disponível no  http://www.blogdofariasjunior.com