sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Prêmio Literatura 2018- Fàtima Teles

Prêmio Literatura 2018.
O Livro A Cidade que veio das águas é o ganhador do prêmio Literatura Infantil 2018 promovido pelo concurso da ZL Editora Comunicação.
Recebo com alegria e compartilho com vocês.
O Curumim vai receber o troféu.


Material Adaptado para Educação Infantil - Cleide Teles

Material adaptado para Educação infantil
organização da professora especialista em Educação Inclusiva Cleide Teles





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Sexta-feira com poesia- Luz- Fátima Teles

Sexta-feira com Poesia
Poema Luz - Fátima Teles

Seta-feira com Poesia-João Vinicius

Sexta-feira com poesia
poema do Poeta João Vinicius

Sexta-feira com poesia- Viver é- Francisco Rolim Maciel

Sexta-feira com Poesia
Poema do Poeta Francisco Rolim Maciel
viver é...

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Os Mais Antigos Comerciantes do Bairro São Francisco / Parte II - Fátima Teles


Projeto Brejo Santo: Nosso Chão, nosso povo!

Por Fátima Teles, Professora Da rede Municipal de Brejo Santo, Assistente Social, Escritora e Poeta.

Os Mais Antigos Comerciantes do Bairro São Francisco em Brejo Santo-CE.


                                     Francisco Laurentino de Miranda (Chico Laurentino)

                Senhor Chico Laurentino e sua esposa a senhora Francisca Alves de Moura


Natural do Município de Porteiras, Ceará, nasceu no dia quatro de Julho de Mil Novecentos e Vinte e Quatro. Filho do senhor Antônio Laurentino de Miranda e da senhora Antônia Pereira de Moura (Minha nega). O senhor Chico era afilhado de batismo do Padre Cícero Romão Batista e sua madrinha era Nossa Senhora das Dores. Todo dia Vinte (20) o senhor Chico vestia preto como forma de relembra o luto pelo “Padim “, dia de sua morte.

Passou a infância no Sítio Boa Vista e ajudava o pai na agricultura.  O pai sofreu um infarto no comércio, quando veio fazer a feira semanal no sábado. Segundo o neto Lucílio o local do ocorrido é onde atualmente está o prédio da loja Macavi.

A família se desgostou e vendeu o sítio e vieram morar na zona urbana. Compraram muitos prédios no comércio. O senhor Chico colocou uma mercearia no caminho onde vai para a Nascença e  o Sítio Baixio do boi. Posteriormente comprou um ponto comercial na Rua Napoleão de Araújo Lima e depois na Rua Tiburtino Inácio, rua do Juá, onde trabalhou até sua morte em 2014. O ramo do senhor Chico era cereais e ele vendia muito produtos . Tinha uma Pick Upe amarela que era bem conhecida.
O ponto comercial tem mais de Sessenta anos. A escritura do prédio é de Mil Novecentos e Sessenta. Hoje quem administra o comércio é o seu filho Lucílio com a mesma venda de cereais, no mesmo local.

Casou-se com a senhora Francisca Alves de Moura e tiveram os filhos:

Maria Eli Alves Miranda (Leninha)
José Eudes Alves Miranda
Lúcia de Fátima Alves Miranda ( Lula)
Francisca Alves de Moura ( Arlene)
Damiana Alves Miranda ( Lucélia)
Francisco Josney  Miranda
Lucília Laurentino Miranda
Antônio Lucílio de Miranda
Sílvia helena Alves de Miranda

O senhor Chico Laurentino faleceu aos Noventa anos.

Entrevista relizada com Lucílio Miranda, filho do senhor Chico Laurentino 






                             Lucílio, o filho que administra atualmente o Comércio

                                             O Comércio do Senhor Chico Laurentino
                            Essa Pick Upe Era semelhante ao do senhor Chico Laurentino
                                                       Cereais no pondo do Comércio
                                                                    A balança
                                               Lucílio, filho do senhor Chico Laurentino
                                                  Lucílio, filho do senhor Chico Laurentino








José Sabino de Moura ( Zé Sabino)



A Família Alves de Moura veio de um distrito do Município de Sousa, Estado da paraíba. Vieram aproveitando a colheita do Pequi, fruta da região que ainda hoje é um ótimo produto para a venda.
O patriarca foi João Antônio Alves de Moura, pai de Sabino Alves de Moura do primeiro casamento e do segundo casamento pai de Manoel Alves de moura, Heráclito Alves de Moura e José Alves de Moura.

O senhor José Sabino de Moura é natural de Brejo Santo, filho do senhor Antônio Sabino de Moura e da senhora Ana Pereira de Moura. Nasceu no dia Dezesseis de Março de Mil Novecentos e Trinta e seis, tendo completado oitenta e Dois anos.

Estudou na sua infância com a professora “ Tidinha”, na Escola do Sítio Duas Lagoas e também estudou com o Mestre Zé Luís. Fez apenas o primário.

Já adolescente nutria uma vontade grande de ir embora. Um dia de sábado resolveu ir para a feira mesmo contra a vontade do pai. Foi cortar algodão e partiu. Dormiu na casa da avó. Pegou o cavalo, a roupa botou debaixo da capa da sela. Tinha juntado um dinheiro, pediu para um amigo de nome “Pedro bastião”, trazer a bagagem. Já na Cidade, Amarrou o cavalo no pé de fixo na rua do Juá, na casa de “Santina”. Um Caminhão de carga estava de saída para São Paulo e o senhor José falou com o Caminhoneiro para levá-lo, mas o motorista não queria. Porém, terminou levando –o. Seguiram viagem e passaram a madrugada na balsa do Rio São Francisco ainda em Pernambuco. Depois continuaram e passaram Vinte e Três dias na estrada para chegar a São Paulo. Nesse tempo longo o dinheiro ia se encurtando cada vez mais e a alimentação deles era frutas que compravam no meio do caminho. Quando chegaram em São Paulo, passaram direto para a Cidade de Presidente Prudente. Lá o senhor José foi bem acolhido pela família do Caminhoneiro, chegando a se alimentar melhor e dormir num quarto só para ele. No entanto, os planos do senhor José Eram outros e seriam seguir viagem ao destino do estado do Paraná. Chegando na Rodoviária viu logo uma placa da Empresa Santa Ana com destino ao Município de Santo Antônio do Caiuá e ele foi para esse destino. Chegou na cidade sem dinheiro e foi trabalhar na fazenda hortelândia por três anos,  plantando, limpando e colhendo café. Depois seguiu para Jaracatiá e por lá ficou sete anos, trabalhando na roça e foi lá que aprendeu negociar com cereais.

Voltou para a terra natal no dia Vinte de Março de Mil Novecentos e Cinquenta e Nove. Aqui chegando botou uma roça de algodão branco e um comércio de cereais. Casou-se com a senhora Rita Bezerra de Moura  em Mil Novecentos e Sessenta e Um. O casamento foi realizado na Igreja com a Monsenhor Dermival de Anchieta Gondim e o Juiz João Augusto.

Os frutos de seu casamento são os filhos amados:

Lúcia Rejane de Moura Macedo
Francisco Bezerra de Moura (Rogério)
Maria Rosângela de Moura
Maria de Fátima Moura
Renata Bezerra de Moura

 Senhor José Sabino, sua mãe , a senhora Ana pereira de Moura e sua esposa , a senhora Rita Bezerra de Moura





                                                        Carteira do Lions Clube


O senhor José sabino trabalhou por Cinquenta anos no comércio e se aposentou, mas depois continuou ainda a negociar até os dias atuais.
Ao longo de sua trajetória como comerciante teve três caminhões que transportavam os cereais para Fortaleza.
O senhor José foi um dos comerciantes que tiveram roça de algodão e nos tempos dourados quando o algodão era considerado o ouro branco em nossa região, eles juntamente com outros compravam uma D20 todo ano.

O senhor José relatou eu a melhor coisa a fazer nesse mundo é passar por ele fazendo amizade e fazendo o bem. Ele conta que teve um amigo no paraná chamado de César. Esse amigo saiu de lá muito endividado, na seca de  Setenta. Certo dia, ele estava tomando um café em Vicente de Albertina, quando um Caminhoneiro parou e perguntou ao senhor Pedro Celião se ele conhecia o senhor Zé sabino. César lhe contou sobre suas dívidas e lhe pediu um dinheiro emprestado. O senhor José lhe emprestou Duzentos Mil Cruzeiros. Um dia César apareceu  e veio pagar a dívida.
Em Mil Novecentos e setenta e Dois teve uma seca e o senhor José enviou um Caminhão para Maringá, aos cuidados do caminhoneiro Zé Gonzaga. Chegando lá , um comerciante perguntou se ele conhecia José sabino ao que prontamente o senhor Zé Gonzaga disse que sim. Depois dessa conversa tudo foi favorecido devido a amizade deixada pelo senhor José Sabino em sua passagem pelo Estado do Paraná.

O Senhor José Sabino foi um grande colaborador do desenvolvimento e progresso de Brejo Santo. Ele e outros comerciantes trouxeram em meados do Século Vinte alguns benefícios para a Cidade. Ele se emociona contando como lutaram coletivamente e em união para trazer algumas coisas para o Município e ajudar em seu crescimento e acesso a população.

Um grupo de amigos comerciantes trazia um benefício e assim que implantavam já lutavam por outro e assim deixaram sua marca na História do Município. Que Esse exemplo de fraternidade sirva para as futuras gerações que vivem o individualismo.

Criação da Companhia Telefônica de Brejo Santo: Cinquenta (50) comerciantes se juntaram para trazer a Telefonia para a Cidade. A Telefonista que realizava as ligações era Iracema Silva (Iracema de Antônio Né) e o técnico era o seu irmão José Nilton Né.

Para essa telefonia ser criada um grupo criou uma associação e o senhor José era um dos associados. Um grupo de Cinquenta associados, entre eles: José Sabino, Pedro Tavares, o Juiz Gurgel, Juarez Sampaio, Emilio Salviano, Otacílio Alves ,Aldênio leite, José Lucena, Ivan Leite Landim, Walter Moura, Edmar Alves de Lucena,etc.

O Presidente era Estênio  Macedo, o secretário era o senhor José Sabino e o tesoureiro Leonir
Rufino. Quem veio encampar a Companhia Telefônica de Brejo Santo foi o Coronel Alexandrino, chegando aqui de Teco Teco e baixando o mesmo no campo de aviação que ficava no Morro Dourado .


A Energia: 
Os mesmos sócios se reuniram para trazer a energia para a Cidade. O Deputado Wilson Roriz , do Município de Jardim-CE, tinha colégio eleitoral aqui e orientou aos associados para comprarem as ações. Os sócios compraram as ações e fizeram as instalações. O Deputado disse que compraria um paletó para a inauguração e assim o fez. A inauguração foi na Praça ( que hoje recebe o nome de Dionísio Rocha de Lucena), os técnicos apertaram o botão e as casas foram todas iluminadas.
Maria Pia chamou muito a atenção da sociedade que estava na inauguração, pois chegou muito elegante num caro Aero Willys.


                                              O carro Aero Willys era semelhante a esse


O Brejo Santo União Clube:
Os mesmos sócios fundaram o Brejo Santo União Clube. Foi realizada uma reunião no Círculo operário para pedir ajuda ao Governador Virgílio Távora, que atendeu ao pedido doando o poço para o Clube. Coube a cada sócio a quantia de Cinquenta Mil Cruzeiros e depois mais Vinte e Cinco Mil para terminar a obra. A obra teve início no dia Vinte de Janeiro de Mil Novecentos e Sessenta e Quatro e inaugurou em Vinte de Agosto de Mil, Novecentos e sessenta e Quatro. Foram seis meses de construção. A moeda do tempo era Cruzeiro novo. O Governador Virgílio Távora veio para a inauguração do Clube. O Prefeito da época era Emilio Salviano.
O Primeiro Presidente do Clube foi Otacilio Alves, o secretário Deda Rufino e o Tesoureiro Jocelino Moreira.

Calçamento da Rua TIburtino Inácio ( Rua do juá) e Rua Santa Teresinha:
Não cabiam aos associados, mas aos proprietários de comércio dessas ruas.
Era dividido em três terços. O meio do Prefeito, os lados eram dos proprietários e todo sábado eles pagavam aos trabalhadores, O senhor José Sabino era um dos proprietários.

O Senhor José Sabino também foi um dos criadores do Lions Clube.
Os leões era os associados do Lions Clube e eles eram quase todos os associados que trouxeram benefícios para a população da Cidade. A toca do leão foi uma criação do Lions Clube.
Os leões precisavam de uma churrascaria que os representasse. Dr Gurgel foi o enfrentante e o promotor Dr Tadeu. Compraram o prédio ao senhor Emilio Salviano e foram construir a churrascaria. Foram realizadas festas e rifas para a construção. fato marcante foi o São Pedro feito no sítio Cabaceiras, na casa do senhor José Lucena, para terminar a construção.
Os noivos juninos eram dona Lúcia e Josemar Lucena. Os carros seguiram com os noivos dando uma volta na rua e na volta, na pista ( que era estrada de chão),havia muitos carros que acompanharam os noivos. Ao chegar no sítio foi forró a noite inteira, com comidas típicas, milho a noite toda. O dinheiro desse São Pedro terminou a construção da Toca do Leão.
O senhor José Sabino se emocionou muito contando essa história. Suas lágrimas desciam de saudade. Foi uma das entrevistas que fiz mais bonitas. Minha intenção era lhe entrevistar como trabalhador, mas ele foi falando e quis contar a sua participação como empreendedor social.

O Banco do Brasil:
Os associados queriam trazer o Banco do Brasil para o Município. O Lions fazia ata e nada vinha.
Aqui tinha o Banco de Crédito Comercial. O gerente era José Ferreira ( Não era de Brejo Santo).O gerente adjunto era Djalma Lucena.
Chegou o Banco do Brasil. O primeiro gerente foi José Siebra de Oliveira. O gerente pediu para os sócios comprarem ações. O senhor José Sabino comprou Duas Mil ações. O Banco ficava defronte a Chico de Sinésio. Havia a carteira de crédito rural ( o responsável era Marcelino, que não era de Brejo Santo).
Os primeiros bancários foram João Batista, Nilson Cruz e Napoleão.

Terminei descobrindo que sou prima do senhor José Sabino. Somos Bisnetos do senhor João Antônio Alves de moura.

Entrevista realizada com o senhor José Sabino de Moura.




                                                                                                                                                          





Prêmio Melhores 2018- Consultora Nova Ideia- Fátima Teles

Na noite dia 13 de Dezembro  de 2018 , foi realizada a entrega do prêmio Melhores de 2018 , organizada pela Consultoria Nova Ideia., dos Administradores paulo Guedes e Roseane Nogueira. A escolha da premiação foi feita pelas redes sociais através de voto.
Recebi o Prêmio na categoria Escritora e sou muito grata a todos e todas que votaram.





















Lançamento do Livro Centenário do Professor José Teles de Carvalho- Fátima Teles

No dia 13 de Setembro houve o lançamento do Livro do Centenário do professor José Teles de Carvalho : O Pai da Educação de Brejo Santo.
O lançamento aconteceu no Cine Teatro Júlio Macêdo Costa e contou com a presença dos familiares, amigos,amigas, antigos vizinhos do Professor, Ex alunos e Ex alunas e autoridades da Cidade.

na ocasião o diretor do Colégio fez a entrega de comendas aos ex alunos e algumas pessoas que contribuíram com as comemorações do centenário do grande Mestre.

O Livro conta a Biografia do professor José Teles de carvalho, tendo como autora a neta Fátima Teles, colaboradoras, Inês Dolores Teles Figueiredo, Giovana Teles Vasconcelos Barros , Altamira Souza Teles, Elaine Lucena Teles e a revisora Cleide Souza Teles.

As fotografias foram retiradas pela Fotógrafa Micheline Matos ne pela Secretaria Municipal de Educação.
a noite foi agraciada pela Banda de Música Municipal que recepcionou os convidados .