sábado, 15 de novembro de 2014

Leila Diniz em entrevista à Revista O pasquim / 15 de novembro de 1969 - Fátima Teles

Há 45 anos atrás, 15 de Novembro de 1969, a atriz brasileira Leila Diniz concedeu uma entrevista à Revista O Pasquim que veio ser considerada polêmica diante os palavrões que a mesma utilizou durante a entrevista. Era Ditadura no Brasil e as palavras ordem e moral eram privilegiadas.

" Na entrevista ela dizia 71 palavrões, todos substituídos por um asterisco, o que potencializava ainda mais a carga libertária que eles traziam, em pleno AI -5, pois o leitor é quem os completava mentalmente. Dois meses depois, os militares baixavam um decreto que permitia a censura prévia aos jornais. A lei ficou conhecida como Lei Leila Diniz."
Fonte :  http://www.radiobatuta.com.br/Episodes/view/723

O que me chamou  atenção nessa entrevista foi o conceito que Leila deu sobre o lesbianismo, quando lhe foi perguntado sobre o que a atriz achava sobre o assunto.Ela respondeu que "esse negócio de lesbianismo é uma coisa de carência afetiva... todo mundo que ser amado."
As palavras sem fundamentação tem um peso enorme,pois, as pessoas podem perder a admiração que tem por você.Hoje, depois de ouvir a entrevista eu perdi a admiração por ela.Achei preconceituoso o conceito que ela deu ao lesbianismo,porque não envolve carência afetiva,mas sentimento, orientação sexual.

Não sei se devo analisar o tempo histórico ,pois, Leila era uma mulher à frente do tempo .
Esse conceito fragiliza a mulher, como se o lesbianismo fosse uma busca de amparo ou proteção.
me decepcionei.
Fátima Teles

Fonte :
entrevista resgatada pela Rádio Batuta,através do Instituto Moreira Salles
http://www.radiobatuta.com.br/Episodes/view/723
http://www.omartelo.com/omartelo23/musas.html#alto

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